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segunda-feira, 5 de maio de 2025



O Trânsito na Praça 
(Praça da Bandeira - S.D.)

Diante do icônico Edificio Cometa, construído em 1964, ônibus e bondes trafegam tranquilamente pela rua do Matoso e a Praça da Bandeira.


Fonte: Marcello Ferreira (Texto) | AGCRJ - Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro (Foto)

maio 05, 2025   Postado por Marcelo Ferreira em , , , , , com Sem comentários
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sábado, 29 de março de 2025




 

Condomínio do Edifício Estácio de Sá
(Praça da Bandeira  - Anos 60 e 70)

Nos 6 lotes situados na Praça da Bandeira, entre as ruas Paulo de Frontin e Joaquim Palhares, existiam as sobras da garagem/oficina da Light, local que pertenceu a Companhia Villa Izabel.

 A CEPE - Comissão Executiva de Projetos Específicos da Secretaria do Governo do Estado da Guanabara publicou um aviso de concorrência pública para a venda dos lotes.
Desses lotes, 2 puderam ser licitados por sociedades civis, entidades cooperativas e cooperativas habitacionais, enquanto os 4 lotes restantes foram destinados a entidades de direito privado, com capital igual ou superior a NCr$ 1.000.000,00 (Hum milhão de cruzeiros novos).
A CEPE também admitiu consórcios para fim de habilitação na concorrência, desde que devidamente legalizados.

Os planos da COHAB-GB era criar um conjunto completo, com prédios residenciais, escola e área esportiva. O que de fato aconteceu, sendo desmembrado ao longo dos anos.

Atualmente, o terreno abriga a Escola Estadual Martin Luther King, a Associação de Jogadores Veteranos de Basquetebol e o conjunto habitacional Condomínio Mem de Sá, com apartamentos, inicialmente entregues a funcionários de nível médio do Estado da Guanabara.


Nota:
- Foto 1: Projeto do condomínio 08.10.1967 - Fonte: Jornal Correio da Manhã /AN - Edição 22936;
- Foto 2: Planta baixa do terreno 22.01.1968 - Fonte: Acervo Correio da Manhã /AN.
- Foto 3: O condomínio na reta final da sua construção, diante do novíssimo Trevo das Forças Armadas 22.05.1970. - Fonte: Arquivo O Globo;

Fonte: Marcello Ferreira e Andre Decourt (Texto) 

março 29, 2025   Postado por Marcelo Ferreira em , , , , , , com Sem comentários
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A Praça dos Bondes
(Praça da Bandeira - 1927)

Esse grande pavilhão na foto era a estação de bondes da Companhia Villa Izabel (posteriormente comprada pela Brasilianische Elektricitäts Gesellschaft de Berlim) onde funcionou a garagem e oficina da empresa.

Na foto, é possível ver:
-  A MARCENARIA BRAZILEIRA: fundada em 1850 como Fábrica Moreira Santos, localizada na rua São Cristovão 129 (1.ª rua da região, ligando o caminho que vinha do Centro Imperial até o Palácio Real de São Cristovão, na Quinta da Boa Vista). Posteriormente teve 2 partes desmembradas: rua Joaquim Palhares (Estácio - Praça da Bandeira) e rua Ceará (Praça da Bandeira - São Cristovão);
- O PÓRTICO: era a entrada principal do novo Matadouro Público construído no terreno pantanoso da antiga Chácara do Curtume, (depois Largo do Matadouro, atual Praça da Bandeira). O pórtico resiste ao tempo no numero 44 da Praça da Bandeira, onde atualmente é a Escola Nacional de Circo;
- A PRAÇA: na confluência das ruas de São Cristovão e Mariz e Barros, um grande espaço público foi batizado de Largo do Matadouro, devido ao Matadouro Público. No dia 19 de novembro de 1889, numa festa nāo-oficial feita por moradores que não puderam comparecer a festa oficial do Dia da Bandeira realizado no Paço Imperial, no Centro,  foi hasteada uma bandeira pela 1.ª vez. A partir de então, o tal largo passou a ser conhecido como a praça que tinha uma bandeira hasteada. Tornou-se um bairro somente em 1981, quando o local foi emancipado do Maracanã;
- A RUA MARIZ E BARROS: iniciava no antigo Largo do Matadouro e terminava na Praça Saens Peña, sendo desmembrada em 1922, tornando-se a atual Rua Almirante Cochrane;
- A PEDRA DA BABILÔNIA: fazia parte das terras da Chácara da Babilônia, uma das três fazendas pertencentes aos padres jesuítas até meados do século XVIII.

Foto em alta resolução: Clique Aqui


Fonte: Marcello Ferreira (Texto) | Augusto Malta (Foto)
Pesquisa: Acervo A Tijuca de Antigamente
março 29, 2025   Postado por Marcelo Ferreira em , , , , , , com Sem comentários
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sábado, 1 de fevereiro de 2025


 

Fermento na Praça 
(Praça da Bandeira - 1931/2024)

Sede da Standard Brands of Brasil Inc., fabricante do fermento de pão Fleischmann, localizada na Praça da Bandeira, nº 8 (atual nº 317)

Fonte: Marcello Ferreira (Texto) | Revista Vida Doméstica / Google Maps (Foto)
A Tijuca de Antigamente (FotoMontagem)

fevereiro 01, 2025   Postado por Marcelo Ferreira em , , , , , com Sem comentários
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quarta-feira, 6 de novembro de 2024


 

Passarela da Praça 
(Praça da bandeira - 12.01.1975)

Inauguração da passarela da Praça da Bandeira, com a presença do Governador Chagas Freitas.

Com 120 metros de extensão,1 metro e meio de largura e 4 pontos de acesso, a 26ª passarela metálica da cidade foi entregue pelo Secretário de Obras Públicas, Emilio Ibrahim e Renato de Almeida, diretor do DER, após 4 meses de obras, ao custo de Cr$ 200 mil cruzeiros.

A decisão do DER construir duas passarelas (uma na Praça da Bandeira e outra no Maracanã), foi a forma encontrada de melhorar a fluidez do trânsito, eliminando os semáforos existentes.

Os transeuntes, ainda não acostumados com a novidade, continuaram a atravessar perigosamente por baixo da passarela. Uma prática arriscada realizada até os dias de hoje.


Fonte: Marcello Ferreira (Texto) | AGCRJ - Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro (Foto)

novembro 06, 2024   Postado por Marcelo Ferreira em , , , com Sem comentários
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segunda-feira, 28 de outubro de 2024


 

A Enchente de 88
(Grande Tijuca - Fevereiro de 1988)

Uma enchente que alagou bairros inteiros e causou caos na capital deixando mais de 300 mortos em duas semanas.


Fonte: Marcello Ferreira (Texto) | Acervo Rede Globo (Vídeo)
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segunda-feira, 14 de outubro de 2024


A Fachada do Matadouro
(Praça da Bandeira - 1910)

Um quiosque comercial diante da entrada principal do Matadouro Público construído na antiga Chácara do Curtum (atual Praça da Bandeira).

Por muitos anos, o local ficou conhecido como Largo do Matadouro, até o prefeito do Distrito Federal, Bento Ribeiro assinar o decreto de 1911 alterando a denominação do Antigo Largo do Matadouro para Praça da Bandeira.
O local foi totalmente reformulado, e as comemorações cívicas anuais ao estandarte pátrio passaram a ser realizadas no local, e não mais no Paço Municipal, tornando-se inevitável o crescimento comercial na região.

Curiosidade: 
Após D. Pedro II determinar a desativação do matadouro ao lado do Passeio Público, no Centro (por causa do povo elitizado não frequentar mais o local devido os sobrevôos de carniceiros e o odor de morte que pairava no ar), foi construído um novo matadouro público num terreno da Chácara do Curtum, pertencente ao bairro imperial de São Cristovão. 
A construção iniciou em 1845, mas devido as condições pantanosas do terreno, só foi inaugurado em 1853.
Em 1881, com péssimas condições de higiene, o matadouro se mostrou inadequado ao crescimento da cidade, sendo fechado por Oswaldo Cruz e transferido para as modernas instalações no final do ramal ferroviário em Santa Cruz.

Nota: 
O único remanescente das construções do antigo matadouro é o pórtico neoclássico de acesso, que resiste bravamente até hoje, junto a Escola Nacional de Circo.


Fonte: Marcello Ferreira (Texto) |  Arquivo Nacional BR_RJANRIO_O2_0_FOT_0427 (Foto)
Pesquisa: Acervo A Tijuca de Antigamente

outubro 14, 2024   Postado por Marcelo Ferreira em , , , com Sem comentários
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terça-feira, 1 de outubro de 2024



Liquidação da Dormel 
(Praça da Bandeira - 06.05.1965)

Propaganda comercial, veiculada em jornais e rádios, das promoções de roupas, sapatos e artigos finos para homens nas lojas Dormel.

"Chegou a vez das roupas! 
Dormel dá 50% para você comprar à vista. 
Roupas, sapatos, artigos finos para homens.
Tudo pela metade do preço.
Se você encontrar preço mais baixo, Dormel paga a diferença.
Milhões de cruzeiros em roupas de qualidade abaixo dos preços de fábrica.
Vale a pena comprar nas Lojas Dormel.
Madureira, Praça da Bandeira, Caxias.
Dormel, roupa para homem nenhum botar defeito."

Nota: A Dormel - Sociedade Industrial e Comercial de Roupas S.A. foi uma empresa varejista no ramo de artigos para homens, com lojas em Duque de Caxias, Madureira e na Praça da Bandeira, número 49.
A campanha publicitária feita pela agência JMM, alcançou um resultado além do esperado. A loja da Praça da Bandeira bateu o recorde de vendas no primeiro dia da liquidação, enquanto outras lojas tiveram q cerrar as portas devido ao afluxo de compradores impacientes. 

Fonte: Marcello Ferreira (Texto) | O Jornal - Edição 13395 (Foto) | Acervo Rádio Mayrink Veiga - AN (Áudio)
Pesquisa: Diário de Notícias, Arquivo Nacional, A Tijuca de Antigamente

outubro 01, 2024   Postado por Marcelo Ferreira em , , , com Sem comentários
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terça-feira, 17 de setembro de 2024


 

Cinema Mattoso
(Praça da Bandeira - 18.12.1913)

No terreno da rua Mariz e Barros, número 107, próximo ao antigo Largo do Matadouro (renomeado para Praça da Bandeira em 1911), funcionou por 13 meses (dez de 1909 - jan de 1911) o Cinema Mattoso. Após 4 meses fechado, reabriu como Cine Petit Parisiense, mas fechou as portas 5 meses depois.

Em dezembro de 1913, um dos sócios anunciou nos jornais:
"CINEMA MATTOSO
Vende-se a parte de um sócio; para tratar, das 5 horas da tarde em deante, com o Sr. Guimarães, á rua Mariz e Barros n. 107."


Fonte: Marcello Ferreira (Texto) | Anúncio impresso no Jornal Correio da Manhã - Edição 5436 (Foto)
Pesquisa: Cinemas no Rio de Janeiro - Raquel de Souza

setembro 17, 2024   Postado por Marcelo Ferreira em , , , com Sem comentários
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segunda-feira, 12 de agosto de 2024


Metal Guru
(Praça da Bandeira - 1996)

Trecho do curta-metragem de Flavio Colker, Metal Guru, com Renata Sorrah e Marcos Winter, filmado na rua Ceará, na Praça da Bandeira, quando ainda era uma rua sem saída devido a Estrada de Ferro Leopoldina que passava no local.

Com a desativação da Estação Barão de Mauá (também chamada Estação Leopoldina), em 2001, o local preferido da galera underground, foi aberto ao tráfego fazendo a ligação entre Praça da Bandeira - São Cristóvão.

Curiosidade: Inicialmente, a rua de São Cristovão foi a primeira rua da região, ligando o caminho que vinha do Centro Imperial até o Palácio Real de São Cristovão, na Quinta da Boa Vista. Devido as mudanças ao longo do tempo, desmembrou-se duas partes: rua Joaquim Palhares (Estácio - Praça da Bandeira) e rua Ceará (Praça da Bandeira - São Cristovão). 
- A antiga Estação Francisco Sá, erguida em 1922, no final da rua Ceará, foi demolida, permanecendo apenas o casarão onde funciona a parte administrativa. Tombada desde 1996 pelo Decreto n°14.741, a edificação atualmente está abandonada.



Fonte: Marcello Ferreira (Texto) | Flavio Colker (Video)

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segunda-feira, 18 de março de 2024




Uma Tarde de Verão
(Praça da Bandeira - 09.01.1973)

Para aliviar o repentino calor que abafou a cidade do Rio de Janeiro, o menino deu o "jeitinho carioca" mergulhando no chafariz da Praça da Bandeira, sob o olhar curioso das pessoas que o observava.

Nota: Talvez as pessoas estivessem na fila de um ponto final de ônibus (como mostra a foto 2), localizado em frente ao Edifício Olga, atual Praça da Bandeira, 305.


Fonte: Marcello Ferreira (Texto) | Alcyr Cavalcante - Correio da Manhã  (Foto)

 

março 18, 2024   Postado por Marcelo Ferreira em , , , com Sem comentários
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sexta-feira, 28 de julho de 2023


 
A Travessia
(Praça da Bandeira - 11.01.1975)

Para melhorar a fluidez no trânsito da Praça da Bandeira, o DER decidiu, em agosto de 1972, construir duas passarelas (uma na Praça da Bandeira e outra no Maracanã) para os pedestres que necessitam fazer a travessia diariamente, eliminando os semáforos existentes.

Com 120 metros de extensão,1 metro e meio de largura e 4 pontos de acesso, a 26ª passarela metálica da cidade foi entregue pelo Secretário de Obras Públicas, Emilio Ibrahim e Renato de Almeida, diretor do DER, após 4 meses de obras, ao custo de Cr$ 200 mil cruzeiros.
Sendo inaugurada oficialmente em 11 de janeiro de 1975, pelo Governador Chagas Freitas, 

Os transeuntes, ainda não acostumados com a novidade, continuaram a atravessar perigosamente por baixo da passarela.

Fonte: Marcello Ferreira  (Texto) | Acervo O Globo - Edição 15078 (Foto)


julho 28, 2023   Postado por Marcelo Ferreira em , , , com Sem comentários
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quarta-feira, 19 de abril de 2023



"Almoçar bem é no SAPS!"
(Praça da Bandeira - Novembro de 1945)

A fachada do primeiro Posto de Subsistência do SAPS, localizado na Praça da Bandeira, 96.
Ali funcionava o Restaurante Central que distribuia as refeições para todas as outras 13 unidades.
Nos anos seguintes, alguns projetos foram ampliados como biblioteca popular, sala de música, curso de corte e costura para as filhas dos trabalhadores, desjejum escolar, aulas de alfabetização e setor de encaminhamento de emprego.

Criado em 21 de outubro de 1942, sob o governo de Getúlio Vargas, o Serviço de Alimentação da Previdência Social (SAPS) fazia parte de um programa estatal de melhoria nas condições de vida dos trabalhadores, proporcionando acesso a alimentação de baixo custo, através uma rede de restaurantes populares além de orientação para uma educação alimentar extensiva aos familiares.

O Serviço de Alimentação da Previdência Social - SAPS perdeu força com o Golpe Militar de 1964 sendo extinto pelo Decreto-Lei Nº 224, de 28/02/1967, que determinou:
- Os bens, como a edificação da Praça da Bandeira, e seus funcionários ocupados/transferidos para outros órgãos da União Federal;
- As atividades de abastecimento, subsistência  e fornecimento de comida sob responsabilidade da Companhia Brasileiro de Alimentos (COBAL);
- Todas as atividades de ensino e pesquisa transferidos para os Ministérios da Educação e Cultura, e Saúde.



Curiosidade: Antes do imóvel do SAPS, havia um terreno pantanoso da antiga Chácara do Curtume, que posteriormente foi construído o Matadouro Público da Corte (1853-1881). Somente após a década de 10, a região foi reformulada, ganhando novas edificações comerciais.


Fonte:  Marcello Ferreira e Marcela Martins (Texto) | Boletim do SAPS - Edição 13 (Foto)
Pesquisa: Marcello Ferreira - ATijucaDeAntigamente.com.br
Fonte: Casa Civil; Dissertação "...Os trabalhadores e o Serviço de Alimentação da Previdência Social..." (Marcela Martins)

abril 19, 2023   Postado por Marcelo Ferreira em , , , com Sem comentários
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sexta-feira, 1 de abril de 2022


 

As Fortes Chuvas de 86
(Praça da Bandeira - 12.02.1986)

Na rua Paulo Fernandes (próximo à Avenida Osvaldo Aranha, na Praça da Bandeira), um motorista aguarda no teto do carro, o nível da água da chuva baixar.


Fonte: Marcello Ferreira  (Texto) | Anibal Philot - Agência O Globo (Foto)
abril 01, 2022   Postado por Marcelo Ferreira em , , , , com Sem comentários
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segunda-feira, 22 de novembro de 2021




A Praça Entijucada
(Praça da Bandeira - 29.01.1940)

Em 1845, na região pantanosa da Chácara do Curtume, pertencente ao bairro imperial de São Cristovão, foi construído o Matadouro Público da Corte.
Próximo a nova construção, havia um terreno vazio formado pela junção da rua São Cristovão com a parte alargada da Rua Mariz e Barros, que ficou conhecido como o Largo do Matadouro.
Em 1911, o prefeito Bento Ribeiro alterou o nome do antigo Largo do Matadouro para Praça da Bandeira, alegando "não haver motivo algum que justificasse a conservação do nome".

Independente da nomenclatura ou da época, o problema sempre foi o mesmo: a região era assolada pelas constantes enchentes.

Nota: Com a reformulação da praça, o entorno foi expandido e as ruas Mariz e Barros e São Cristovão foram cortadas.
A Rua Mariz e Barros, que iniciava na rua São Francisco Xavier e cortava a rua São Cristovão, teve o seu trecho final até a Ponte dos Marinheiros (atual Viaduto dos Marinheiros) renomeada para Rua Elpídio da Boamorte.
A Rua de São Cristovão foi desmembrada em três: rua Joaquim Palhares (Estácio - Praça da Bandeira); rua Ceará (Praça da Bandeira - São Cristovão); permanecendo o nome original no trecho final que liga a rua Francisco Eugênio à Avenida Brasil.



Fonte: Marcello Ferreira (Texto) | Arquivo Nacional (Foto)
Pesquisa: INEPAC; Arqueologia Urbana no Rio de Janeiro (Claudio Prado de Mello); e Luiza Ferreira, gerente de pesquisa do Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro.
novembro 22, 2021   Postado por Marcelo Ferreira em , , , , com Sem comentários
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quarta-feira, 10 de novembro de 2021


O Combustível de Emergência 
(Praça da Bandeira - 1944)

Com a escassez de combustíveis fósseis devido a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), algumas nações, entre elas o Brasil, adotaram o gasogênio em todos os veículos, como automóveis, caminhões, tratores e até ônibus.

"Os motores dos automóveis eram adaptados para funcionar com a queima de carvão ou lenha, gerando gases como nitrogênio, hidrogênio, monóxido de carbono e metano. E tinha mais um detalhe: o movimento dos veículos não era automático, sendo que era preciso esperar de 5 a 10 minutos para que o gás, formado no interior dos geradores, tivesse força o suficiente para mover o motor."

Na cidade do Rio de Janeiro, entre alguns pontos de instalação do kit "gás pobre" - como era chamado pelos donos dos automóveis que não gostavam de utilizar pois os motores perdiam potência e rendimento - existia a loja da Mesbla na Rua Mariz e Barros, 25.

Obs.: A segunda foto não é a Mesbla - Praça da Bandeira


Fonte: Marcello Ferreira (Texto) | Revista da Semana e Saudade do Rio  (Fotos)
Fonte: Revista da Semana; São Paulo em Foco

novembro 10, 2021   Postado por Marcelo Ferreira em , , com Sem comentários
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quarta-feira, 6 de outubro de 2021


 

Os Bravos Beirões
(Praça da Bandeira - 1957)

A Casa das Beiras é uma agremiação cultural e recreativa com o fim de manter viva a tradição dos portugueses. Foi fundada em 19 de novembro de 1953, e situada provisoriamente num sobrado na Rua Conde de Bonfim 832, no sub-bairro Muda.

A inauguração da nova sede, na rua Barão de Ubá, contou com a visita extraoficial do então Presidente da República Portuguesa, Francisco Craveiro Lopes (foto).

Em 1957, o governador Miguel Couto Filho assinou o decreto declarando a Casa das Beiras como utilidade pública municipal.


Fonte: Marcello Ferreira (Texto) | Revista O Cruzeiro - Edição 36 (Foto)
outubro 06, 2021   Postado por Marcelo Ferreira em , , com Sem comentários
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quinta-feira, 5 de agosto de 2021



Escola Municipal Azevedo Sodré
(Praça da Bandeira – 1926)


A Escola Municipal Azevedo Sodré foi inaugurada em 27 de março de 1925, próximo à Praça da Bandeira, durante a administração do Prefeito do Distrito Federal, Alaor Prata Leme Soares.

O patrono da escola foi Antonio Augusto de Azevedo Sodré, médico e político atuante nas áreas de educação e saúde ao longo da sua trajetória profissional. Já no final de sua vida, em 1925, concedeu um imóvel de sua propriedade ao Distrito Federal para que fosse instalada uma escola que deveria ser batizada com o seu nome. Entretanto, conjugadamente a essa iniciativa, foram registradas pelo doador algumas determinações que deveriam ser incorporadas ao calendário letivo escolar: comemorar no dia 1º de maio o “Dia da Fraternidade Universal”; celebrar no dia 04 de setembro o “Dia do Patrono”, inclusive com a cantoria pelos alunos de um hino em sua homenagem; e a realização de festejos voltados para despertar o “Culto da Bandeira e o Amor à Pátria”, no dia 19 de novembro.

Outro Augusto, o alagoano Augusto Malta (principal fotógrafo da evolução urbana do Rio nas primeiras décadas do século XX) fez esse registro em 1926, um ano após a inauguração da Escola Azevedo Sodré. Na foto, o casarão ainda não havia passado pelas reformas. A fachada ainda sem nome do colégio e sem os três postes para o hasteamento de bandeira - que mais tarde foram instalados com o objetivo da realização de uma das principais determinações: o festejo “culto da bandeira e o amor à pátria”. 

Em 27.12.2000, foi decretado o tombamento da Escola Municipal Azevedo Sodré, localizada na rua Barão de Ubá, 331, tentando assim, preservar seu estilo arquitetônico eclético e todo seu histórico-cultural.


Fonte: Marcello Ferreira | Augusto Malta (Foto)
Pesquisa: Artigo de Pedro Paulo Hausmann Tavares - UFRJ

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segunda-feira, 31 de maio de 2021



Ponte dos Marinheiros
(Praça da Bandeira – 1904)

O Prefeito do Distrito Federal, Francisco Pereira Passos iniciou o projeto de obras do porto do Rio de Janeiro, visando o melhoramento no embarque e desembarque das mercadorias que chegavam à cidade.

Com o empréstimo de 8,5 milhões de libras esterlinas e cronograma de 6 anos para a conclusão, o conjunto de obras abrangia a construção de vastos armazéns no cais, o assentamento da linha férrea para os vagões de carga e descarga, a construção da Avenida Central (Avenida Rio Branco) entre o Largo da Prainha (Praça Mauá) e a Praia de Santa Luzia (Atual região central próximo ao Aeroporto Santos Dumont), o prolongamento do Canal do Mangue com uma comporta para renovação periódica da água, além das melhorias das ruas estreitas e imundas da Gamboa e Praia Formosa (atual área do Santo Cristo).

No pacote, também foi incluída a retomada do aterramento da Enseada de São Cristovão para a construção da Avenida Francisco Bicalho, que tinha iniciada em 1880 e sofreu várias interrupções por questões políticas. 
O traçado da linha férrea vindo da Central do Brasil foi alterada e suspensa em 1905 (conforme ofício 605 de 25.05.1903), assim como a Ponte dos Marinheiros, que foi suspensa e posteriormente integrou o Trevo das Forças Armadas.

Nota: Francisco Bicalho foi o diretor técnico da comissão fiscal e administrativa das obras do porto do Rio de Janeiro.

Fonte: Marcello Ferreira (Texto) | O Malho (Foto)
Pesquisa: MultiRio; Saudades do Rio e Edições da Revista O Malho


maio 31, 2021   Postado por Marcelo Ferreira em , com Sem comentários
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domingo, 30 de maio de 2021



Mais uma enchente na praça
(Praça da Bandeira – 22.01.1979)

A Praça da Bandeira e seu entorno sempre sofreram com as fortes chuvas na cidade do Rio de Janeiro.
As lojas Confeitaria Cometa e Pastelaria Peter-Pan, na Praça da Bandeira com esquina da Rua do Matoso, foram invadidas por essa nova enxurrada.

Os motoristas levavam em média quase duas horas entre o Estádio do Maracanã e a Praça das Bandeira, totalmente alagada.

Fonte: Marcello Ferreira (Texto) / Sebastião Marinho - Agência O Globo (Foto)


maio 30, 2021   Postado por Marcelo Ferreira em , , , com Sem comentários
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