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segunda-feira, 14 de outubro de 2024


A Fachada do Matadouro
(Praça da Bandeira - 1910)

Um quiosque comercial diante da entrada principal do Matadouro Público construído na antiga Chácara do Curtum (atual Praça da Bandeira).

Por muitos anos, o local ficou conhecido como Largo do Matadouro, até o prefeito do Distrito Federal, Bento Ribeiro assinar o decreto de 1911 alterando a denominação do Antigo Largo do Matadouro para Praça da Bandeira.
O local foi totalmente reformulado, e as comemorações cívicas anuais ao estandarte pátrio passaram a ser realizadas no local, e não mais no Paço Municipal, tornando-se inevitável o crescimento comercial na região.

Curiosidade: 
Após D. Pedro II determinar a desativação do matadouro ao lado do Passeio Público, no Centro (por causa do povo elitizado não frequentar mais o local devido os sobrevôos de carniceiros e o odor de morte que pairava no ar), foi construído um novo matadouro público num terreno da Chácara do Curtum, pertencente ao bairro imperial de São Cristovão. 
A construção iniciou em 1845, mas devido as condições pantanosas do terreno, só foi inaugurado em 1853.
Em 1881, com péssimas condições de higiene, o matadouro se mostrou inadequado ao crescimento da cidade, sendo fechado por Oswaldo Cruz e transferido para as modernas instalações no final do ramal ferroviário em Santa Cruz.

Nota: 
O único remanescente das construções do antigo matadouro é o pórtico neoclássico de acesso, que resiste bravamente até hoje, junto a Escola Nacional de Circo.


Fonte: Marcello Ferreira (Texto) |  Arquivo Nacional BR_RJANRIO_O2_0_FOT_0427 (Foto)
Pesquisa: Acervo A Tijuca de Antigamente

outubro 14, 2024   Postado por Marcelo Ferreira em , , , com Sem comentários
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terça-feira, 15 de dezembro de 2020


 Feira Livre 
(Praça da Bandeira - 14.10.1922)


Quando o prefeito do Distrito Federal, Bento Ribeiro, assinou o decreto, em 1911, alterando a denominação do Antigo Largo do Matadouro para Praça da Bandeira, o local foi totalmente reformulado, e as comemorações cívicas anuais ao estandarte pátrio passaram a ser realizadas no local, e não mais no Paço Municipal.
Em 1918, a praça passou a receber grandes feiras livres, devido a localização próxima a bairros centrais e a abundância de transportes na região. E nas décadas seguintes, solidificou seu caráter comercial, recebendo serviços de confeitaria, restaurantes, ourivesarias, circos, salas de teatro e cinema, além de prédios públicos das diferentes esferas do governo.

Fonte: Luiza Ferreira, gerente de Pesquisa do Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro) | Foto (Acervo AGCRJ)



dezembro 15, 2020   Postado por Marcelo Ferreira em , , , com Sem comentários
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quinta-feira, 26 de março de 2020



Abaixo, a evolução do local: 1863 - 2019




Largo do Matadouro 
(Praça da Bandeira – 1863) 


 Em 1774, o Marques do Lavradio instituiu que os gados deveriam ser sacrificados em local específico e não em recantos ermos da cidade como era feito. 
O final da Rua Santa Luzia (hoje, o obelisco da Av. Rio Branco) foi o local escolhido, onde permaneceu por quase 80 anos, sendo desativado por Dom Pedro II. 
O motivo: a elite não frequentava mais o nobre Passeio Público devido à presença de urubus sobrevoando o local e o “cheiro de morte” que pairava no ar. 

Num terreno pantanoso da antiga Chácara do Curtume (Atual Praça da Bandeira), foi construído o novo matadouro da cidade. O projeto foi elaborado e executado pelo engenheiro Paulo Barbosa da Silva, em 1845, e inaugurado 8 anos depois, devido às dificuldades do terreno. 

O local compreendia duas casas para administração, dois currais, dois pátios e quatro casas para abate. No alto do pórtico neoclássico de acesso, lia-se: “A ilustríssima Câmara Municipal, que serviu do ano 1844 ao de 1848, fez construir este edifício”. 

Em 1881, devido as péssimas condições de higiene incompatíveis ao crescimento da cidade, foi fechado por Oswaldo Cruz e transferido para a antiga fazenda dos Jesuítas, em Santa Cruz . Todos os pavilhões do Matadouro foram demolidos, permanecendo apenas o pórtico, restaurado pela prefeitura em 1906. 

Para visualizar esta foto em resolução maior: Clique Aqui 

Fonte: Marcello Ferreira (Texto) | Augusto Stahl – Coleção ilberto Ferraz – Instituto Moreira Salles (Foto)


março 26, 2020   Postado por Marcelo Ferreira em , , , , com 1 Comentário
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