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terça-feira, 17 de dezembro de 2024


 

Hospital dos Marítimos
(Andaraí – 1956)

A visita do Ministro do Trabalho Nélson Backer Omegna, ao Hospital dos Marítimos após a remodelação do mesmo.

A Origem:
Para acabar com o problema de assistência médica dos seus operários, a diretoria da Fábrica América Fabril (antiga Fábrica Cruzeiro, que ocupava o  atual terreno do Condomínio "Tijolinho") construiu um hospital destinado a socorrer e recolher os modestos obreiros do conceituado estabelecimento industrial.

Adquiriu por compra, em 1924, uma bela chácara localizada no número  280 da rua Leopoldo, em posição elevada no Andarahy Grande. Nesse terreno, foi erguido a Casa de Saúde São Jorge, projetada com confortáveis enfermarias de pequenas lotações, todas independentes, para senhoras, crianças e homens. 
Dispunha de duas salas de grandes operações e assépticas, e de raios X, dispondo de aparelhos considerados entre os mais perfeitos do Rio de Janeiro. No anexo, uma farmácia e um pequeno laboratório para análises e pesquisas, capela e necrotério, bem como modernas e confortáveis ambulâncias para o transporte de seus doentes.

Na década de 30, com o encerramento das atividades da Fábrica América Fabril, a Casa de Saúde São Jorge foi adquirida pelo Instituto de Aposentadorias e Pensões dos Marítimos. Construiu-se um prédio de três andares para 260 leitos e uma unidade de pronto socorro, sob o nome de Hospital Central dos Marítimos (HCMAR).
Em 1968, o governo unificou os Institutos de Aposentadoria e Pensões dando origem ao Instituto Nacional de Previdência Social - INPS; e parte do Instituto dos Marítimos, passa a chamar-se Hospital do Andaraí, como parte integrante do INPS.
Em 1993, a Unidade passou a pertencer ao então INAMPS da Rede de Saúde Pública do Ministério da Saúde e 7 anos depois passou para a gestão municipal do Rio de Janeiro.
Atualmente, o Hospital do Andaraí, pertence à rede federal de hospitais, subordinado ao Departamento de Gestão Hospitalar no Estado do Rio de Janeiro.


Fonte: Marcello Ferreira (Texto) | Cinejornal Informativo n. 4/56 Arquivo Nacional (Vídeo) 
dezembro 17, 2024   Postado por Marcelo Ferreira em , , , com Sem comentários
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quarta-feira, 4 de setembro de 2024



Lotação Tijucana
(Muda – 26.02.1950)

Em frente ao antigo Hospital da Venerável Ordem 3ª de São Francisco (atual Hospital São Francisco de Assis na Providência de Deus), na rua Conde de Bonfim, uma lotação da Viação Floresta transita sentido à Praça Saens Pena.

A linha Alto da Boa Vista - Praça Sáenz Peña era a única linha que fazia o trajeto Tijuca - Alto, utilizando veículos de pequeno porte, também chamados de "micro-ônibus" pelos moradores mais insatisfeitos.

Essa lotação foi alvo de constantes reclamações porque utilizava uma frota reduzida que não suportava a demanda de moradores e turistas que frequentavam o local.
Além disso, mudou a forma de cobrança da passagem, tornando o preço exorbitante para todos que utilizavam o transporte: 
- Cr$ 2.50 (Saenz Pena - Usina) e mais Cr$ 1.50 (Usina - Estrada das Furnas, 1183).
Anteriormente, era cobrado Cr$ 2.50 a passagem direta (Praça Saenz Pena - Estrada das Furnas, 1183), ou em dois pontos Cr$ 1.00 (Praça  Saenz Pena - Usina) e Cr$ 1.50 (Usina - Furnas).

Em fevereiro de 1957, a Viação Floresta disponibilizou apenas 1 carro para a linha Alto da Boa Vista - Praça Sáenz Peña. E no mesmo ano, a linha da lotação teve o seu itinerário alterado, passando a cobrir somente o trecho Usina da Tijuca, e estendendo-se até á Candelária ,deixando a população do Alto da Boa Vista dependente dos decadentes bondes da Light.

Fonte: Marcello Ferreira (Texto) Correio da Manhã - Arquivo Nacional (Foto)

setembro 04, 2024   Postado por Marcelo Ferreira em , , , , com Sem comentários
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terça-feira, 24 de outubro de 2023

Sanatório Grajaú 
(Grajaú - 22.10.1944)

" BREVEMENTE
Sanatório Grajaú 

MODERNA CLÍNICA PARA TRATAMENTO  DE MOLÉSTIAS NERVOSAS 
SÍFILIS NERVOSA
CONVULSOTERAPIA: cardiazol - eletrochoque
INSULINOTERAPIA  e MALAROTERAPIA
CONSULTÔRIOS DE CLÍNICA MÉDICA E PSIQUIÁTRICA
LABORATÓRIO DE ANÁLISES

RUA VISCONDE SANTA IZABEL N. 542
A MELHOR SITUAÇĀO DO GRAJAÚ"

Fonte: Anúncio impresso do Jornal Correio da Manhã - Edição 15331 (Foto)

 

outubro 24, 2023   Postado por Marcelo Ferreira em , , , com Sem comentários
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quarta-feira, 11 de maio de 2022

 


Hospital Evangélico
(Tijuca - S.D.)

A entrada do Hospital Evangélico, na Rua Bom Pastor, cuja sede foi inaugurada em 1912.


Fonte: Marcello Ferreira (Texto) | Levy  (Foto)
maio 11, 2022   Postado por Marcelo Ferreira em , , com Sem comentários
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domingo, 10 de outubro de 2021



Hospital Jesus
(Vila Isabel – 09.05.1940)

Inauguração do Isolamento do Hospital Jesus, em Vila Isabel. 

O Hospital Jesus foi fundado em 30 de Julho de 1935 mas somente foi aberto ao público dia 12 de Agosto daquele ano como plano de criação de uma rede hospitalar, pelo então prefeito do Distrito Federal, Dr. Pedro Ernesto. 

Hoje em dia, o Hospital Jesus é um Hospital Municipal de referência para o tratamento especializado na maior parte das patologia pediátricas, incluindo as clínicas, cirúrgicas de uma forma geral, ortopédicas, neurocirúrgicas e cirurgia plástica. 

Fonte: Marcello Ferreira (Texto) | Augusto Malta (Foto) 

outubro 10, 2021   Postado por Marcelo Ferreira em , , com Sem comentários
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segunda-feira, 17 de maio de 2021



Hospital São Francisco de Assis
(Muda - Anos 30)

Esta foto do Hospital da Venerável Ordem 3ª de São Francisco (atual Hospital São Francisco de Assis na Providência de Deus) é uma contribuição da tijucana Luciana Lacerda.
O registro foi feito pelo avô dela, que morou por 35 anos em frente a Praça Petrolina (hoje, Praça Pinheiro Guimarães).

Fonte: Arquivo Pessoal - Luciana Lacerda


maio 17, 2021   Postado por Marcelo Ferreira em , , com Sem comentários
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sexta-feira, 5 de março de 2021



Casa de Saúde São Jorge 
(Andaraí - 1926)

Para acabar com o problema de assistência médica dos seus operários, a diretoria da Fábrica América Fabril (antiga Fábrica Cruzeiro) patrocinou a ideia sugerida pela associação dos operários: a construção de um hospital destinado a socorrer e recolher os modestos obreiros do conceituado estabelecimento industrial. 

Adquiriu por compra, um terreno na rua Leopoldo 82, numa bela chácara localizado em posição elevada no Andarahy Grande.

O hospital São Jorge foi projetado com confortáveis enfermarias de pequenas lotações, todas independentes, para senhoras, crianças e homens. Dispunha de duas salas de grandes operações e assépticas, de esterilizações , de anestesia e preparo,  e de raios X, dispondo de aparelhos considerados entre os mais perfeitos do Rio de Janeiro.

Anexo ao hospital, uma farmácia  e um pequeno laboratório para análises e pesquisas,  capela e necrotério, bem como modernas e confortáveis ambulâncias para o transporte de seus doentes.

Essa iniciativa honrou as grandes empresas da capital, provando o interesse que despertava o bem estar de seus operários

A Fábrica América Fabril encerrou suas atividades na década de 30 e a Casa de Saúde São Jorge foi adquirida pelo Instituto de Aposentadorias e Pensões dos Marítimos, em 1945, transferindo os serviços médicos que estavam no Hospital Graffée Guinle.
Com a desativação da Casa de Saúde, foi construído no seu terreno, um prédio de três andares para 260 leitos e uma unidade de pronto socorro, sob o nome de Hospital Central dos Marítimos (HCMAR). Em 1968, passou a se chamar Hospital do Andaraí.

Fonte: Marcello Ferreira (Texto) | A Casa - Edição 0004/0006 (Foto)


março 05, 2021   Postado por Marcelo Ferreira em , , , com Sem comentários
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quinta-feira, 12 de março de 2020



Hospital dos Marítimos
(Andaraí – 29/07/1955)

A história do Hospital contada num sucinto cronograma:
24 de janeiro de 1923 – A previdência social no Brasil teve início com o Decreto Legislativo nº. 4.682, chamado “Lei Eloy Chaves”. Essa lei criava uma Caixa de Aposentadoria e Pensões para os respectivos empregados.
Década de 30 - Surgiram os Institutos de Aposentadoria e Pensões (IAP). O primeiro a ser criado foi o Instituto de Aposentadoria e Pensões dos Marítimos (IAPM) a partir do Decreto n. 22.872 de 29 de junho de 1933.
1945 – O Instituto de Aposentadorias e Pensões dos Marítimos adquiriu a Casa de Saúde São Jorge, situada na Rua Leopoldo, nº. 280, no bairro do Andaraí. O objetivo do Instituto era transferir para aquele local os serviços médicos que estavam no Hospital Graffée Guinle. Com a desativação da Casa de Saúde São Jorge, foi construído no seu terreno, um prédio de três andares para 260 leitos e uma unidade de pronto socorro, sob o nome de Hospital Central dos Marítimos (HCMAR), tornando-se uma instituição hospitalar com a finalidade de atender os segurados do Instituto de Aposentadoria e Pensões dos Marítimos.
29 de junho de 1955 – Inaugurado o novo prédio do Hospital dos Marítimos, (HCMAR) seguindo o estilo dos edifícios hospitalares em monoblocos dos anos 50, como o Hospital da Lagoa, da Praça da Cruz Vermelhas, entre outros. A abertura do maior centro cirúrgico do país, no bairro do Andaraí, contou com a presença do ministro Napoleão de Alencastro Guimarães e o arcebispo Dom Helder Câmara (Vídeo acima)
1963 – Admissão das primeiras enfermeiras diplomadas concursadas apesar de existirem algumas enfermeiras no hospital, porém em quantitativo inexpressivo. Existiam apenas duas enfermeiras diplomadas e a entrada de dez novas enfermeiras causou constrangimento e disputas no Serviço de Enfermagem.
1966 - O governo militar do General Castelo Branco (através do Decreto-Lei n.72 de 21 de novembro de 1966, que entrou em vigência no dia 1º de fevereiro de 1967), unificou os Institutos de Aposentadoria e Pensões e criou o Instituto Nacional de Previdência Social - INPS. Com a unificação dos Institutos Previdenciários, sucedeu o desencadeamento de uma crise no sistema de saúde nacional, elevando grandiosamente os custos da assistência à saúde.
1968 – No Hospital dos Marítimos, parte do Instituto de Aposentadoria e Pensões dos Marítimos, passa a chamar-se Hospital do Andaraí, como parte integrante do INPS - Instituto Nacional da Previdência Social.
Década de 70 – A Unidade evoluiu seus serviços, passando a dispor de equipes médicas capacitadas a acompanhar a internação em diversas especialidades clínicas e cirúrgicas, oferecendo unidades especiais, como os Centros de Tratamentos de Queimados e Cuidados Coronarianos e o Serviço de Tratamento Intensivo, além de possuir na época, uma das maiores emergências do município do Rio de Janeiro.
1993 - A Unidade passou a pertencer ao então INAMPS, fazendo parte da Rede de Saúde Pública do Ministério da Saúde, sob a Lei nº 8689, de 27/07/1993.
2000 – Em janeiro de 2000, o Hospital do Andaraí passou para a gestão municipal do Rio de Janeiro.
2017 – O Hospital do Andaraí perdeu a sua principal referência com a desativação do seu Centro para Tratamento de Queimados.

Atualmente, o Hospital do Andaraí, pertence à rede federal de hospitais, subordinado ao Departamento de Gestão Hospitalar no Estado do Rio de Janeiro, constituído atualmente por cinco prédios com aproximadamente 400 leitos de internação, emergência 24 horas e ambulatório com várias especialidades.


Curiosidades:
- Segundo depoimentos, a instituição foi erguida através de capital privado, e não através do IAPM: “o Hospital foi construído com o salário dos próprios marítimos. Eles doavam um dia de seu salário para construção do hospital [...] aquilo ali era um orgulho para os marítimos, eles diziam que aquele hospital era deles, porque foram eles os construtores do hospital.”
- Pedro Ernesto Batista, médico e político, teve uma marcante administração na área da assistência médica, construindo um número elevado de hospitais e dispensários, legando para a história do Rio de Janeiro, uma significativa herança institucional na área de saúde pública.

Entre eles, no âmbito dos hospitais IAPs – Institutos de Aposentadorias e Pensões, foram criados: Hospital dos Bancários (Atual Hospital Federal da Lagoa), Hospital dos Comerciários (Atual Hospital Federal de Ipanema e o Instituto de Cardiologia de Laranjeiras), Hospital dos Funcionários dos Transportes (Atual Hospital Geral de Bonsucesso) e o Hospital Central dos Marítimos (o prédio principal do Atual Hospital Federal do Andaraí)
- Em 1918, logo após a chegada da pandemia de gripe espanhola, Carlos chagas assumiu a gestão na assistência hospital pública á convite do presidente da república Wenceslau Braz, diante de uma enfermidade que atacou dois terços da população, fazendo onze mil vítimas.

O debate acerca da carência de leitos na cidade ocupou amplo espaço na imprensa cotidiana. Um médico chamado José de Mendonça, propôs, no Jornal Correio da Manhã, a construção de quatro hospitais de mil leitos cada um, entre eles um no bairro do Andaraí.


Fonte:Cinejornal Informativo n 40/55 Arquivo Nacional (Mídia) | Pesquisa: Marcello FerreiraTexto com referência:
- Livro História da saúde no Rio de Janeiro: Instituições e Patrimônio Arquitetônico 1808 – 1958 (Autores Ângela Porto, Gisele Sanglard, Maria Rachel Fróes da Fonseca, Renato da Gama-Rosa Costa)
- A reconfiguração do Serviço de Enfermagem do Hospital dos Marítimos: 1966 – 1968” (Autora: Ana Cristina Santos Merlin).
- Inspeção Especial nos Hospitais da Rede Municipal de Saúde - 4ªIGE/SCE/TCMRJ


março 12, 2020   Postado por Marcelo Ferreira em , , , com Sem comentários
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