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segunda-feira, 28 de outubro de 2024


 

A Enchente de 88
(Grande Tijuca - Fevereiro de 1988)

Uma enchente que alagou bairros inteiros e causou caos na capital deixando mais de 300 mortos em duas semanas.


Fonte: Marcello Ferreira (Texto) | Acervo Rede Globo (Vídeo)
outubro 28, 2024   Postado por Marcelo Ferreira em , , , , , , , , com Sem comentários
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quarta-feira, 28 de agosto de 2024




Hello Hello Casa Branca
(Tijuca - 19.06.1986)

Mais um registro histórico da instalação do primeiro telefone comunitário (número 268-4212) no Morro da Casa Branca.

O agradecimento à TELERJ veio em forma de faixa, pendurada na porta da associação: " A ASSOCIAÇÅO DOS MORADORES DO MORRO DA CASA BRANCA AGRADECE A TELERJ A INSTALAÇÅ0 DO TELEFONE COMUNITÁRIO. ATÉ AQUI NOS AJUDOU O SENHOR - DIA 19 DE JUNHO DE 1986 ÁS 15 HORAS."

Na fachada há um cartaz dizendo: "Associação dos Moradores do Morro da Casa Branca - Tesouraria - Pague aqui suas mensalidades".

Fonte: Marcello Ferreira (Texto) | Hamilton Correa (Foto)

agosto 28, 2024   Postado por Marcelo Ferreira em , , com Sem comentários
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quinta-feira, 11 de abril de 2024


Avenida do Esqueleto
(Maracanã - 17.05.1963)

A passagem do novo trecho da Avenida Radial Oeste (Praça da Bandeira - Rua São Francisco Xavier) foi projetada em 1952 e inaugurada dez anos depois, após a remoção de 495 barracos da antiga Favela do Esqueleto. 

A Favela do Esqueleto surgiu na década de 30, após a paralização na construção de um hospital do Instituto de Aposentadoria e Pensões (IAP), no terreno do antigo Prado do Turf Club (1889-1893).

Os operários, á espera do prosseguimento do trabalho, se alojaram num enorme galpão vizinho onde ficava o depósito de materiais. Mas com a demora na resposta do Governo, os trabalhadores transformaram os alojamentos provisórios em residências permanentes.
Mais de mil pessoas (homens, mulheres e crianças) passaram a viver debaixo de um único teto numa enorme e anti-higiênica habitação coletiva.

Cinco anos depois, chegou um grupo de pessoas despejadas de outra região da cidade e demarcaram terreno construindo 14 barracões próximo ao galpão. Com o crescimento desordenado, a Favela do Esqueleto tornou-se uma das maiores da cidade.


Fonte: Marcello Ferreira (Texto) | Arquivo Nacional - Fundo Jornal Correio da Manhã

abril 11, 2024   Postado por Marcelo Ferreira em , , , , , , , com Sem comentários
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quarta-feira, 1 de março de 2023


Novos Andarienses
(Andaraí - 04.12.1968)

A Secretaria de Serviços Sociais do Estado da Guanabara instalou 100 famílias de favelados oriundos do Parque Alegria, em Manguinhos, em casas de alvenaria recém construídas na rua Ernesto de Souza, no Andaraí.

A mudança foi programada pelos assistentes sociais da fundação Leão XIII, que ha tempos acompanhavam o sofrimento das famílias devido as enchentes em Manguinhos.

Para que as novas casas fossem erguidas no Andaraí, foi necessário a intervenção da ação policial na solução de um incidente: a remoção de duas senhoras viuvas que residiam a 18 anos no local. 
Maria José de Azevedo, Rosa Grosso Pereira e sua filha de 14 anos tiveram apenas a opção de escolher 2 casas no local com os novos moradores.

Nota:
No terreno da rua Ernesto de Souza, número 153, funcionou a Pedreira do Andaraí Garrido & Silva. Hoje funciona a Escola Municipal Epitácio Pessoa.



Fonte: Marcello Ferreira (Texto) | Jornal Correio da Manhã (Foto) 
Pesquisa: Edições correio da Manhã 

março 01, 2023   Postado por Marcelo Ferreira em , , com Sem comentários
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quinta-feira, 28 de abril de 2022


 

Os Larápios
(Maracanã  - 19.09.1953)


Os moradores adjacentes à Favela do Esqueleto pediram ao chefe de Polícia a presença permanente de um carro da Rádio Patrulha na (extinta) rua José Mauricio, junto à Ponte de Mangueira, para combater os constantes assaltos praticados por larápios frequentadores da favela.

A Favela do Esqueleto surgiu na década de 30, após a paralização na construção de um hospital do Instituto de Aposentadoria e Pensões (IAP), no terreno do antigo Prado do Turf Club (1889-1893).

Os operários, á espera do prosseguimento do trabalho, se alojaram num enorme galpão vizinho onde ficava o depósito de materiais. Mas com a demora na resposta do Governo, os trabalhadores transformaram os alojamentos provisórios em residências permanentes.
Mais de mil pessoas (homens, mulheres e crianças) passaram a viver debaixo de um único teto numa enorme e anti-higiênica habitação coletiva.

Cinco anos depois, chegou um grupo de pessoas despejadas de outra região da cidade e demarcaram terreno construindo 14 barracões próximo ao galpão. Com o crescimento desordenado, a Favela do Esqueleto tornou-se uma das maiores da cidade.



Fonte: Marcello Ferreira (Texto) | Arquivo Nacional - Fundo Jornal Correio da Manhã  (Foto)
abril 28, 2022   Postado por Marcelo Ferreira em , , , , com Sem comentários
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sábado, 29 de janeiro de 2022


 

Favela do Esqueleto
(Maracanã  - 04.09.1962)

Em 1941, com a paralisação das obras do Hospital de Clínica Geral Pedro Ernesto, no terreno do antigo Prado do Turf Club, os operários, á espera do prosseguimento do trabalho, se alojaram num enorme galpão vizinho onde ficava o depósito de materiais. 
Com a demora na resposta do Governo, os trabalhadores transformaram os alojamentos provisórios em residências permanentes e mais de mil pessoas (homens, mulheres e crianças) passaram a viver debaixo de um único teto numa enorme e anti-higiênica habitação coletiva.

Cinco anos depois, chegou um grupo de pessoas despejadas de outra região da cidade e demarcaram terreno construindo 14 barracões próximo ao galpão, causando protestos na região. Porém, era uma época de eleições e muitos candidatos intervieram na causa, instalando diversas bicas d'água no terreno, ocasionando um impulso no crescimento da favela. E contando com a ajuda dos guardas municipais (que se contentavam com uma gorjeta de 50 ou 100 cruzeiros para fazer "vista grossa"), centenas de barracos surgiram em pouco meses na área do antigo Prado.

Em 1952, foi projetado um novo trecho da Avenida Radial Oeste (Praça da Bandeira - Rua São Francisco Xavier), que cortaria a favela.  Cumprindo o convênio mantido com a SURSAN, a Fundação Leão XIII removeu 495 barracos, deslocando as famílias para o conjunto residencial Nova Holanda, em Bonsucesso.
Assim como os barracos da favela, muitos outros imóveis da região foram desapropriados para a reurbanização do local. 

Em julho de 1968, foi firmado o contrato para a construção do campus universitário da UEG (Atual UERJ) no terreno da antiga Favela do Esqueleto, entre as ruas São Francisco Xavier, Turf Club e Avenida Radial Oeste.


Fonte: Marcello Ferreira (Texto)  | Arquivo Nacional - 05089/BR (Foto)
Pesquisa: Edições Jornal O Globo e Correio da Manhã ; “Dissertação de Pós graduação em Historia, de Juliana Oakim Bandeira de Mello e Depoimento de ex-morador da Favela do Esqueleto

janeiro 29, 2022   Postado por Marcelo Ferreira em , , , com Sem comentários
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quinta-feira, 20 de maio de 2021



Favela do Esqueleto
(Maracanã- 1964)

Na década de 30, com a criação da Caixa de Aposentadoria e Pensões para os empregados, foi iniciada a construção de um hospital do Instituto de Aposentadoria e Pensões (IAP), no terreno do antigo Prado do Turf Club (1889-1893).

Por motivos políticos, a obra do Hospital de Clínica Geral Pedro Ernesto foi paralisada em 1941, e os operários, á espera do prosseguimento do trabalho, se alojaram num enorme galpão vizinho onde ficava o depósito de materiais. Com a demora na resposta do Governo, os trabalhadores transformaram os alojamentos provisórios em residências permanentes.
Sem oposição das autoridades governamentais, mais de mil pessoas (homens, mulheres e crianças) passaram a viver debaixo de um único teto numa enorme e anti-higiênica habitação coletiva.

Cinco anos depois, chegou um grupo de pessoas despejadas de outra região da cidade e demarcaram terreno construindo 14 barracões próximo ao galpão, causando protestos na região. Porém, era uma época de eleições e muitos candidatos intervieram na causa, instalando diversas bicas d'água no terreno, ocasionando um impulso no crescimento da favela. Contando, também, com a ajuda dos guardas municipais (que se contentavam com uma gorjeta de 50 ou 100 cruzeiros para fazer "vista grossa"), centenas de barracos surgiram em pouco meses na área do antigo Prado.

Fonte: Marcello Ferreira (Texto) | Marco Antônio Belandi - Acervo UERJ (Foto)
Pesquisa: Depoimento do ex-morador da Favela do Esqueleto; Edições Jornal O Globo.


maio 20, 2021   Postado por Marcelo Ferreira em , , , com Sem comentários
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sexta-feira, 7 de maio de 2021



Ocupação no Morro do Borel
(Usina - 09.12.1992)

Às 5 horas da manhã, trinta e dois policiais da DRE - Divisão a Repressão a Entorpecente ocuparam o Morro do Borel, no sub-bairro Usina, em busca do chefe do tráfico local, conhecido como Bill.
A "Operação Retorno" como foi batizada pela polícia, durou 7 horas, causando muita tensão nos bairros próximos e na própria comunidade do Morro do Borel, e resultando na morte de dois traficantes e um policial.

À procura dos traficantes, seis policias começaram a vasculhar casas na Travessa José Alves, e ao arrombar a casa número 19, um detetive de 29 anos foi surpreendido com um tiro de AR-15 na cabeça. Houve uma intensa troca de tiros e dois traficantes acabaram morrendo. 
Desesperados e sem munição, os policiais pediam um helicóptero para socorrer o detetive que agonizava, mas a aeronave permaneceu meia hora no heliponto da Secretaria da Polícia Civil, à espera da liberação do governador Leonel Brizola. Quando o helicóptero chegou, 50 minutos depois, só pode remover o corpo o corpo do detetive, sob protestos dos policiais.

O traficante Nelson da Silva, o Bill, fugiu de carro às 4 horas da manhã, o que levou os policias a desconfiarem que houve vazamento de informação. Bill era irmão do traficante Isaias do Borel, foi preso em 1993, e condenado a 15 anos. Em 2010, foi preso entrando no morro da Formiga por não cumprir a liberdade condicional.

Fonte: Marcello Ferreira (Texto) | Arquivo Rede Manchete (vídeo) 
Pesquisa: Edição Jornal O Globo; Folha de São Paulo 


maio 07, 2021   Postado por Marcelo Ferreira em , , , com Sem comentários
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quarta-feira, 15 de abril de 2020


Inauguração  
(Maracanā- 04.09.1962) 

O governador do Estado da Guanabara, Carlos Lacerda, inaugurou o novo trecho da Avenida Radial Oeste, ligando o Estádio do Maracanā à Rua Sāo Francisco Xavier, considerada a principal artéria de escoamento do trafego para a Zona Norte e subúrbios da Central. 

Na inauguração, Carlos Lacerda percorreu os 600 metros acompanhado do engenheiro Cravo Peixoto, secretários do Estado, parlamentares candidatos à Assembleia da Guanabara e dezenas de crianças da Favela Vila Sāo Jorge (ex Favela do Esqueleto). 

A passagem do novo trecho da Avenida Radial Oeste importou na remoção de 495 barracos da antiga Favela do Esqueleto, cujas famílias foram deslocadas para o conjunto residencial Nova Holanda, em Bonsucesso. 

Na solenidade de inauguração, uma fita simbólica foi cortada pela Sra. Beatriz Rodrigues, uma das mais antigas moradoras da Favela do Esqueleto. 

Nota: A Favela do Esqueleto, surgida em 1930, sofreu a primeira remoção na abertura da Avenida Radial Oeste, em dezembro de 1960. No ano seguinte, após as melhorias implantadas na favela pelo governo estadual, parte da favela, em comemoração às obras, mudou seu nome para Vila Sao Jorge. 


Fonte: Marcello Ferreira (Sob texto do “Correio da Manhã - Edição 21301/1962”, e “URBANIZAÇĀO SIM, REMOÇĀO NĀO - Dissertação de Pós graduação em Historia, de Juliana Oakim Bandeira de Mello (Texto) | Publicação nāo identificada (Foto)


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