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sábado, 29 de março de 2025




 

Condomínio do Edifício Estácio de Sá
(Praça da Bandeira  - Anos 60 e 70)

Nos 6 lotes situados na Praça da Bandeira, entre as ruas Paulo de Frontin e Joaquim Palhares, existiam as sobras da garagem/oficina da Light, local que pertenceu a Companhia Villa Izabel.

 A CEPE - Comissão Executiva de Projetos Específicos da Secretaria do Governo do Estado da Guanabara publicou um aviso de concorrência pública para a venda dos lotes.
Desses lotes, 2 puderam ser licitados por sociedades civis, entidades cooperativas e cooperativas habitacionais, enquanto os 4 lotes restantes foram destinados a entidades de direito privado, com capital igual ou superior a NCr$ 1.000.000,00 (Hum milhão de cruzeiros novos).
A CEPE também admitiu consórcios para fim de habilitação na concorrência, desde que devidamente legalizados.

Os planos da COHAB-GB era criar um conjunto completo, com prédios residenciais, escola e área esportiva. O que de fato aconteceu, sendo desmembrado ao longo dos anos.

Atualmente, o terreno abriga a Escola Estadual Martin Luther King, a Associação de Jogadores Veteranos de Basquetebol e o conjunto habitacional Condomínio Mem de Sá, com apartamentos, inicialmente entregues a funcionários de nível médio do Estado da Guanabara.


Nota:
- Foto 1: Projeto do condomínio 08.10.1967 - Fonte: Jornal Correio da Manhã /AN - Edição 22936;
- Foto 2: Planta baixa do terreno 22.01.1968 - Fonte: Acervo Correio da Manhã /AN.
- Foto 3: O condomínio na reta final da sua construção, diante do novíssimo Trevo das Forças Armadas 22.05.1970. - Fonte: Arquivo O Globo;

Fonte: Marcello Ferreira e Andre Decourt (Texto) 

março 29, 2025   Postado por Marcelo Ferreira em , , , , , , com Sem comentários
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A Praça dos Bondes
(Praça da Bandeira - 1927)

Esse grande pavilhão na foto era a estação de bondes da Companhia Villa Izabel (posteriormente comprada pela Brasilianische Elektricitäts Gesellschaft de Berlim) onde funcionou a garagem e oficina da empresa.

Na foto, é possível ver:
-  A MARCENARIA BRAZILEIRA: fundada em 1850 como Fábrica Moreira Santos, localizada na rua São Cristovão 129 (1.ª rua da região, ligando o caminho que vinha do Centro Imperial até o Palácio Real de São Cristovão, na Quinta da Boa Vista). Posteriormente teve 2 partes desmembradas: rua Joaquim Palhares (Estácio - Praça da Bandeira) e rua Ceará (Praça da Bandeira - São Cristovão);
- O PÓRTICO: era a entrada principal do novo Matadouro Público construído no terreno pantanoso da antiga Chácara do Curtume, (depois Largo do Matadouro, atual Praça da Bandeira). O pórtico resiste ao tempo no numero 44 da Praça da Bandeira, onde atualmente é a Escola Nacional de Circo;
- A PRAÇA: na confluência das ruas de São Cristovão e Mariz e Barros, um grande espaço público foi batizado de Largo do Matadouro, devido ao Matadouro Público. No dia 19 de novembro de 1889, numa festa nāo-oficial feita por moradores que não puderam comparecer a festa oficial do Dia da Bandeira realizado no Paço Imperial, no Centro,  foi hasteada uma bandeira pela 1.ª vez. A partir de então, o tal largo passou a ser conhecido como a praça que tinha uma bandeira hasteada. Tornou-se um bairro somente em 1981, quando o local foi emancipado do Maracanã;
- A RUA MARIZ E BARROS: iniciava no antigo Largo do Matadouro e terminava na Praça Saens Peña, sendo desmembrada em 1922, tornando-se a atual Rua Almirante Cochrane;
- A PEDRA DA BABILÔNIA: fazia parte das terras da Chácara da Babilônia, uma das três fazendas pertencentes aos padres jesuítas até meados do século XVIII.

Foto em alta resolução: Clique Aqui


Fonte: Marcello Ferreira (Texto) | Augusto Malta (Foto)
Pesquisa: Acervo A Tijuca de Antigamente
março 29, 2025   Postado por Marcelo Ferreira em , , , , , , com Sem comentários
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quarta-feira, 15 de janeiro de 2025




 


A Maior das Passarelas
(Maracanã - 11.08.1973)

A passarela do Maracanã  foi construída em tempo recorde sobre a Avenida Radial Oeste para facilitar o escoamento de torcedores em dias de jogos no Estádio Mario Filho. 
Realizada pelo DER - Departamento de Estradas de Rodagem, a passarela foi projetada em concreto armado protendido com 65 metros de comprimento, vão livre de 45 metros, 5 metros de largura, e 2 rampas nas extremidades com 70 metros (2 lances de 35 metros), interligando a Estação Derby Club ao Estádio do Maracanã. O custo final foi de Cr$ 800 mil.

Em 11 de agosto de 1973, o Governador Chagas Freitas inaugurou o que seria a maior passarela de pedestres do Estado da Guanabara.
No ano de 2013, a passarela foi demolida, como parte do projeto de obras para adequar-se á exigências da Fifa para a COPA de 2014.

Fonte: Marcello Ferreira (Texto) | AGCRJ - Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro / Jornal O Globo (Foto)

janeiro 15, 2025   Postado por Marcelo Ferreira em , , , , , , , com Sem comentários
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segunda-feira, 12 de agosto de 2024


Metal Guru
(Praça da Bandeira - 1996)

Trecho do curta-metragem de Flavio Colker, Metal Guru, com Renata Sorrah e Marcos Winter, filmado na rua Ceará, na Praça da Bandeira, quando ainda era uma rua sem saída devido a Estrada de Ferro Leopoldina que passava no local.

Com a desativação da Estação Barão de Mauá (também chamada Estação Leopoldina), em 2001, o local preferido da galera underground, foi aberto ao tráfego fazendo a ligação entre Praça da Bandeira - São Cristóvão.

Curiosidade: Inicialmente, a rua de São Cristovão foi a primeira rua da região, ligando o caminho que vinha do Centro Imperial até o Palácio Real de São Cristovão, na Quinta da Boa Vista. Devido as mudanças ao longo do tempo, desmembrou-se duas partes: rua Joaquim Palhares (Estácio - Praça da Bandeira) e rua Ceará (Praça da Bandeira - São Cristovão). 
- A antiga Estação Francisco Sá, erguida em 1922, no final da rua Ceará, foi demolida, permanecendo apenas o casarão onde funciona a parte administrativa. Tombada desde 1996 pelo Decreto n°14.741, a edificação atualmente está abandonada.



Fonte: Marcello Ferreira (Texto) | Flavio Colker (Video)

agosto 12, 2024   Postado por Marcelo Ferreira em , , , , , , com Sem comentários
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quarta-feira, 16 de fevereiro de 2022


 
Estação Mangueira
(Maracanã - Setembro de 1972)

A estação de trem da Mangueira foi a primeira a ser aberta, em 1869, pertencendo a espinha dorsal ferroviária da E. F. Dom Pedro II, que a partir de 1889 passou a se chamar E. F. Central do Brasil.

A região próxima ao Morro dos Telégrafos (chamado assim devido ao primeiro telégrafo aéreo do Brasil instalado ali), era uma das principais produtoras de mangas do Rio de Janeiro, tornando o batismo de Estação Mangueira inevitável.

Em 1937, quando a Estrada de Ferro Central do Brasil eletrificou seu primeiro trecho entre as estações Central e Madureira, foi inaugurada uma subestação elétrica bem próxima da estação. 

Em agosto de 2014, a Estação Mangueira foi fechada por ser muito encostada na nova plataforma da Estação Maracanã. A solução para os passageiros e moradores da comunidade foi a construção de uma passarela de 77 metros, ligando duas estações internamente pela plataforma 1 da estação Intermodal Maracanã até a plataforma da atual estação Mangueira/Jamelão.

Ao fundo da foto, em território da Grande Tijuca, um incêndio no bloco central de edifícios do Campus Universitário Negrão de Lima, da UEG- Universidade Estadual da Guanabara, registrado do outro lado da Estação Mangueira.

Curiosidade: 
- A estação de trem da Mangueira era a primeira parada após a Central do Brasil, originando o nome da Escola de Samba Estação Primeira da Mangueira.


Fonte: Marcello Ferreira (Texto) | Gaúcho- Correio da Manhã (Autor) 
Pesquisa: Supervia; Estações Ferroviárias, ANPTrilhos; e Site da Mangueira.

fevereiro 16, 2022   Postado por Marcelo Ferreira em , , , com Sem comentários
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