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quarta-feira, 26 de fevereiro de 2025

 



Máscara da Traição 
(Maracanã  - 1969)

Trechos do filme Máscara da Traição, de Roberto Pires e protagonizado por Tarcísio Meira, Glória Menezes e Cláudio Marzo.

As filmagens foram realizadas no interior do Estádio Jornalista Mário Filho "Maracanã" e seus arredores.

Nas imagens, é possível ver:
- a edificação abandonada que virou alvo de disputa para ser o Museu do Índio; 
- a estrutura inacabada de um hospital público que originou a Favela do Esqueleto (Em julho de 1968, foi firmado o contrato para a construção do campus universitário da UEG, Atual UERJ);
- A pista de terra para a prática de atletismo. (Em 1974, com a modernização da pista e com a construção de arquibancadas, o local foi reinaugurado como Estádio de Atletismo Célio de Barros).



Fonte: Marcello Ferreira (Texto) | Acervo Canal Brasil (Video)
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quinta-feira, 11 de abril de 2024


Avenida do Esqueleto
(Maracanã - 17.05.1963)

A passagem do novo trecho da Avenida Radial Oeste (Praça da Bandeira - Rua São Francisco Xavier) foi projetada em 1952 e inaugurada dez anos depois, após a remoção de 495 barracos da antiga Favela do Esqueleto. 

A Favela do Esqueleto surgiu na década de 30, após a paralização na construção de um hospital do Instituto de Aposentadoria e Pensões (IAP), no terreno do antigo Prado do Turf Club (1889-1893).

Os operários, á espera do prosseguimento do trabalho, se alojaram num enorme galpão vizinho onde ficava o depósito de materiais. Mas com a demora na resposta do Governo, os trabalhadores transformaram os alojamentos provisórios em residências permanentes.
Mais de mil pessoas (homens, mulheres e crianças) passaram a viver debaixo de um único teto numa enorme e anti-higiênica habitação coletiva.

Cinco anos depois, chegou um grupo de pessoas despejadas de outra região da cidade e demarcaram terreno construindo 14 barracões próximo ao galpão. Com o crescimento desordenado, a Favela do Esqueleto tornou-se uma das maiores da cidade.


Fonte: Marcello Ferreira (Texto) | Arquivo Nacional - Fundo Jornal Correio da Manhã

abril 11, 2024   Postado por Marcelo Ferreira em , , , , , , , com Sem comentários
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quinta-feira, 28 de abril de 2022


 

Os Larápios
(Maracanã  - 19.09.1953)


Os moradores adjacentes à Favela do Esqueleto pediram ao chefe de Polícia a presença permanente de um carro da Rádio Patrulha na (extinta) rua José Mauricio, junto à Ponte de Mangueira, para combater os constantes assaltos praticados por larápios frequentadores da favela.

A Favela do Esqueleto surgiu na década de 30, após a paralização na construção de um hospital do Instituto de Aposentadoria e Pensões (IAP), no terreno do antigo Prado do Turf Club (1889-1893).

Os operários, á espera do prosseguimento do trabalho, se alojaram num enorme galpão vizinho onde ficava o depósito de materiais. Mas com a demora na resposta do Governo, os trabalhadores transformaram os alojamentos provisórios em residências permanentes.
Mais de mil pessoas (homens, mulheres e crianças) passaram a viver debaixo de um único teto numa enorme e anti-higiênica habitação coletiva.

Cinco anos depois, chegou um grupo de pessoas despejadas de outra região da cidade e demarcaram terreno construindo 14 barracões próximo ao galpão. Com o crescimento desordenado, a Favela do Esqueleto tornou-se uma das maiores da cidade.



Fonte: Marcello Ferreira (Texto) | Arquivo Nacional - Fundo Jornal Correio da Manhã  (Foto)
abril 28, 2022   Postado por Marcelo Ferreira em , , , , com Sem comentários
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sábado, 29 de janeiro de 2022


 

Favela do Esqueleto
(Maracanã  - 04.09.1962)

Em 1941, com a paralisação das obras do Hospital de Clínica Geral Pedro Ernesto, no terreno do antigo Prado do Turf Club, os operários, á espera do prosseguimento do trabalho, se alojaram num enorme galpão vizinho onde ficava o depósito de materiais. 
Com a demora na resposta do Governo, os trabalhadores transformaram os alojamentos provisórios em residências permanentes e mais de mil pessoas (homens, mulheres e crianças) passaram a viver debaixo de um único teto numa enorme e anti-higiênica habitação coletiva.

Cinco anos depois, chegou um grupo de pessoas despejadas de outra região da cidade e demarcaram terreno construindo 14 barracões próximo ao galpão, causando protestos na região. Porém, era uma época de eleições e muitos candidatos intervieram na causa, instalando diversas bicas d'água no terreno, ocasionando um impulso no crescimento da favela. E contando com a ajuda dos guardas municipais (que se contentavam com uma gorjeta de 50 ou 100 cruzeiros para fazer "vista grossa"), centenas de barracos surgiram em pouco meses na área do antigo Prado.

Em 1952, foi projetado um novo trecho da Avenida Radial Oeste (Praça da Bandeira - Rua São Francisco Xavier), que cortaria a favela.  Cumprindo o convênio mantido com a SURSAN, a Fundação Leão XIII removeu 495 barracos, deslocando as famílias para o conjunto residencial Nova Holanda, em Bonsucesso.
Assim como os barracos da favela, muitos outros imóveis da região foram desapropriados para a reurbanização do local. 

Em julho de 1968, foi firmado o contrato para a construção do campus universitário da UEG (Atual UERJ) no terreno da antiga Favela do Esqueleto, entre as ruas São Francisco Xavier, Turf Club e Avenida Radial Oeste.


Fonte: Marcello Ferreira (Texto)  | Arquivo Nacional - 05089/BR (Foto)
Pesquisa: Edições Jornal O Globo e Correio da Manhã ; “Dissertação de Pós graduação em Historia, de Juliana Oakim Bandeira de Mello e Depoimento de ex-morador da Favela do Esqueleto

janeiro 29, 2022   Postado por Marcelo Ferreira em , , , com Sem comentários
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segunda-feira, 26 de julho de 2021


 

Derby Club 
(Maracanã - 08.03.1932)

O Derby Club, foi uma entidade idealizada em 1884 e fundada em 1885 pelo engenheiro André Gustavo Paulo de Frontin. Era um tradicional espaço de corrida de cavalos da cidade, onde atraíam membros da elite carioca e das classes populares.

O Prado do Derby Club possuía uma arquibancada para 2 mil pessoas e uma pista de 1450 metros, inferior ao luxuoso Hipódromo da Gávea (construído em 1923 no deserto bairro da Gávea).

A crise de 1893 assombrou o país e liquidou diversas instituições de turfe, como o seu vizinho Turf Club (localizado no terreno ocupado atualmente pela UERJ). Para evitar uma nova crise devido à concorrência, a diretoria do Derby Club aceitou fazer uma fusão com o Hipódromo da Gávea, em 1932, nascendo assim o Jockey Club Brasileiro.

No seu terreno, foi erguido o Estádio Municipal de futebol, e hoje abriga o Complexo do Maracanã, que inclui o Estádio Jornalista Mário Filho, o Maracanã; o Ginásio Gilberto Cardoso, o Maracanãzinho; o Estádio de Atletismo Célio de Barros; o Parque Aquático Júlio Delamare; além da Escola Municipal Friedenreich, localizada ao lado da entrada na Estátua do Bellini.

No terreno do extinto Turf Club, foi projetado um hospital que nunca foi concluído (Ao fundo na foto). Com o abandono das obras, transformou-se na Favela do Esqueleto, e somente nos anos 70, foi iniciada a construção da Universidade do Estado da Guanabara (Atual UERJ).

Fonte: Marcello Ferreira (Texto) | Augusto Malta (Foto)
Pesquisa: Edição 13847 do Jornal A Noite e SUDERJ.
julho 26, 2021   Postado por Marcelo Ferreira em , , , , , com Sem comentários
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quinta-feira, 20 de maio de 2021



Favela do Esqueleto
(Maracanã- 1964)

Na década de 30, com a criação da Caixa de Aposentadoria e Pensões para os empregados, foi iniciada a construção de um hospital do Instituto de Aposentadoria e Pensões (IAP), no terreno do antigo Prado do Turf Club (1889-1893).

Por motivos políticos, a obra do Hospital de Clínica Geral Pedro Ernesto foi paralisada em 1941, e os operários, á espera do prosseguimento do trabalho, se alojaram num enorme galpão vizinho onde ficava o depósito de materiais. Com a demora na resposta do Governo, os trabalhadores transformaram os alojamentos provisórios em residências permanentes.
Sem oposição das autoridades governamentais, mais de mil pessoas (homens, mulheres e crianças) passaram a viver debaixo de um único teto numa enorme e anti-higiênica habitação coletiva.

Cinco anos depois, chegou um grupo de pessoas despejadas de outra região da cidade e demarcaram terreno construindo 14 barracões próximo ao galpão, causando protestos na região. Porém, era uma época de eleições e muitos candidatos intervieram na causa, instalando diversas bicas d'água no terreno, ocasionando um impulso no crescimento da favela. Contando, também, com a ajuda dos guardas municipais (que se contentavam com uma gorjeta de 50 ou 100 cruzeiros para fazer "vista grossa"), centenas de barracos surgiram em pouco meses na área do antigo Prado.

Fonte: Marcello Ferreira (Texto) | Marco Antônio Belandi - Acervo UERJ (Foto)
Pesquisa: Depoimento do ex-morador da Favela do Esqueleto; Edições Jornal O Globo.


maio 20, 2021   Postado por Marcelo Ferreira em , , , com Sem comentários
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segunda-feira, 21 de dezembro de 2020


Trecho da Av. Radial Oeste
(Maracanã - 03.09.1962)

Nesta foto, o registro do fim das obras de mais um trecho da Avenida Radial Oeste, que ligaria a Praça da Bandeira á Rua São Francisco Xavier, originalmente com 50 metros de largura.
Ao fundo, o Estádio Jornalista Mario Filho - o Maracanã - com seus 12 anos de existência.

Próximo ao estádio, os prédios inacabados do Hospital do INPS faz conjunto aos numerosos barracos. Essa área, invadida no período da construção do Maracanã, nos anos 50, ficou conhecida como a Favela do Esqueleto.

No primeiro plano, abaixo no lado direito, um casarão destaca-se na esquina na esquina da Avenida Radial Oeste e Rua São Francisco Xavier. Assim como muitas propriedades da região, sofreu com a desapropriação dos imóveis para a reurbanização do local.

Fonte: Marcello Ferreira (texto) | Agência O Globo (foto) 


dezembro 21, 2020   Postado por Marcelo Ferreira em , , , , , com Sem comentários
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quarta-feira, 15 de abril de 2020


Inauguração  
(Maracanā- 04.09.1962) 

O governador do Estado da Guanabara, Carlos Lacerda, inaugurou o novo trecho da Avenida Radial Oeste, ligando o Estádio do Maracanā à Rua Sāo Francisco Xavier, considerada a principal artéria de escoamento do trafego para a Zona Norte e subúrbios da Central. 

Na inauguração, Carlos Lacerda percorreu os 600 metros acompanhado do engenheiro Cravo Peixoto, secretários do Estado, parlamentares candidatos à Assembleia da Guanabara e dezenas de crianças da Favela Vila Sāo Jorge (ex Favela do Esqueleto). 

A passagem do novo trecho da Avenida Radial Oeste importou na remoção de 495 barracos da antiga Favela do Esqueleto, cujas famílias foram deslocadas para o conjunto residencial Nova Holanda, em Bonsucesso. 

Na solenidade de inauguração, uma fita simbólica foi cortada pela Sra. Beatriz Rodrigues, uma das mais antigas moradoras da Favela do Esqueleto. 

Nota: A Favela do Esqueleto, surgida em 1930, sofreu a primeira remoção na abertura da Avenida Radial Oeste, em dezembro de 1960. No ano seguinte, após as melhorias implantadas na favela pelo governo estadual, parte da favela, em comemoração às obras, mudou seu nome para Vila Sao Jorge. 


Fonte: Marcello Ferreira (Sob texto do “Correio da Manhã - Edição 21301/1962”, e “URBANIZAÇĀO SIM, REMOÇĀO NĀO - Dissertação de Pós graduação em Historia, de Juliana Oakim Bandeira de Mello (Texto) | Publicação nāo identificada (Foto)


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sexta-feira, 20 de março de 2020




Favela do Esqueleto 
(Maracanã – 13.05.1961) 

Logo após á construção do Maracanã, um terreno próximo ao estádio, foi invadido. 
Nele, havia um esqueleto de um hospital inacabado, que começou a ser construído na década de 30. 

Inicialmente, os barracos foram sendo construídos em torno do esqueleto, onde possuia o melhor terreno. 
Em poucos anos, a favela já era uma das maiores da cidade, possuindo barracões de madeira, barracos bem elaborados no estilo casa popular, barracos tipo apartamento dentro da estrutura abalada por incêndios, além de barracos em precárias palafitas na parte pantanosa do terreno, as margens do Rio Joana. 

Na foto, os barracos e o esqueleto com a linha férrea ao fundo. 

Fonte: Marcello Ferreira (Texto) | Acervo O Globo (Foto)
março 20, 2020   Postado por Marcelo Ferreira em , , , com Sem comentários
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