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sexta-feira, 25 de abril de 2025


 


O Viaduto Perneta
(28.12.1976)

No fim dos anos 60, um incêndio no barracão da Unidos de São Carlos, localizado embaixo do Viaduto de São Cristóvão, castigou a estrutura do antigo viaduto danificando o acesso da Avenida Bartolomeu de Gusmão. Uma parte teve que ser removida e balizas de ferro foram colocadas para disciplinar e impedir que veículos de médio e grande porte pudessem trafegar. Com apenas uma faixa, os carros de pequeno porte passavam em fila indiana, causando quilômetros de engarrafamento nos dois sentidos.

Em 1972, foi aprovado o projeto do novo conjunto de viadutos de São Cristóvão, interligando os bairros de São Cristovão e a Tijuca.
As obras foram iniciadas em 30 de novembro de 1973, em 3 etapas: o trecho entre as ruas Senador Furtado e Mata Machado; depois o viaduto das Avenidas Radial Oeste e Maracanã; e por último, o viaduto sobre a Avenida Radial Oeste e a rede ferroviária até a Avenida Bartolomeu de Gusmão.

No total, 9600 metros quadrados foram utilizados e com o custo de 22 milhões e 700 mil cruzeiros ao Governo do Estado. 
Foi inaugurado em 23 de janeiro de 1976 pelo Governador Faria Lima, recebendo o nome de Oduvaldo Cozzi após o falecimento do locutor esportivo em 1978. 


Fonte: Marcello Ferreira (Texto) | Arquivo Nacional (Vídeo)
Pesquisa: O Cartaz - Edição 227; Correio da Manhã; Diário de Notícias.
abril 25, 2025   Postado por Marcelo Ferreira em , , , , , com Sem comentários
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domingo, 10 de janeiro de 2021


Viaduto da Mangueira 
(1974)

Ultrapassando o limite da Grande Tijuca, no fim dos bairros do Maracanã e Vila Isabel, encontra-se o Viaduto da Mangueira. 
Tão importante ao sistema viário da região, o viaduto permite a interligação dos bairros da Tijuca, Grajaú e Vila Isabel com a Avenida Brasil, por meio da Rua Visconde de Niterói, Rua Prefeito Olímpio de Melo - Viaduto Ataulfo Alves - e, consequentemente, com todos os subúrbios e cidades satélites, que formam o Grande Rio. 

Abaixo, segue trechos do discurso do Secretário de Obras e Engenheiro Emílio Ibrahim na Inauguração do Viaduto da Mangueira, em agosto de 1974:

“Dando cumprimento ao plano de obras do atual Governo, estamos inaugurando mais um dos empreendimentos de vulto nele previstos, cujo significado, a par da grandiosidade da obra, evidente por si mesma, merece destaque.
Em primeiro lugar, desejamos salientar que esta inauguração, tão esperada e por tanto tempo reclamada pela população carioca, não teria sido possível sem o decidido e efetivo apoio de S. Exa., o Sr. Governador Chagas Freitas; (...)
O dia de hoje marca a entrega por parte do Governo da Guanabara à população carioca do complexo de obras denominado Viaduto da Mangueira. É interessante frisar que os estudos iniciais para a construção deste Viaduto iniciaram-se há 25 anos. Coube ao atual Governo a tarefa de levar à frente sua execução e concluí-lo integralmente. (...)
Temos, por conseguinte, dentro dessa ordem de idéias, a satisfação de poder entregar esta magnífica obra de arte à nossa cidade, obra tão importante para suas necessidades atuais, para o seu destino. (...)
O Viaduto da Mangueira insere-se no Sistema Viário do Estado com a finalidade de permitir a reintegração física das três partes em que a cidade é dividida, pelas linhas férreas da E. F. Central do Brasil e E. F. Leopoldina na altura da Estação Ferroviária de Mangueira. (…)
Localizado na garganta entre as Serras do Engenho Novo e o Morro do Telégrafo, o projeto do Viaduto da Mangueira sofreu imposições da topografia local, que teve como conseqüência natural a solução de pistas superpostas, com a grande vantagem da redução das rampas de acesso, e perfeita adequação ao ambiente da região.
Desejamos ressaltar a presença neste grandioso empreendimento do corpo de Engenheiros e Arquitetos da Secretaria de Obras, por intermédio da Coordenação de Obras de Urbanização, que com louvável dedicação se empenhou para que hoje ele se transformasse em realidade. (...)
Senhor Governador Chagas Freitas: se hoje estamos vencendo uma etapa de nosso trabalho, muitas outros empreendimentos prosseguem, dentro do plano de obras do Governo de Vossa Excelência.

E assim trabalhando estamos seguros de que, tal como hoje, marcaremos muitas outras conquistas na marcha progressista de nossa maravilhosa Cidade."

Na foto: ao fundo, Vila Isabel, Andaraí e Tijuca, e o Viaduto da Mangueira em sua fase de conclusão.

Fonte: Marcello Ferreira e Site Eng. Emílio Ibrahim | Site Sociedade dos Engenheiros e Arquitetos do Estado do Rio de Janeiro (Foto)


janeiro 10, 2021   Postado por Marcelo Ferreira em , , , , com Sem comentários
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domingo, 3 de janeiro de 2021

 


Elevado Paulo de Frontin 
(Tijuca – 20.11.1971)

Em 1971, o Rio de Janeiro viveu uma de suas maiores tragédias: um trecho de 50 metros do Elevado Engenheiro Freyssinet — mais conhecido como viaduto Paulo de Frontin — desabou sobre o cruzamento da Rua Haddock Lobo com a Avenida Paulo de Frontin, na Tijuca, matando 29 pessoas e ferindo outras 18. 

O desabamento aconteceu quando um caminhão betoneira de 2,5 toneladas — carregando oito toneladas de cimento — tentou atravessar o vão da Haddock Lobo. O peso fez a construção quebrar, com as vigas e o concreto desabando sobre os carros que aguardavam no sinal. Depois do desastre, num trecho de 122 metros do elevado, sobraram apenas as colunas.

Foram atingidos 22 carros, um caminhão e um ônibus, esmagado na travessia da Rua Haddock Lobo. Poucas pessoas puderam ser resgatadas com vida ou sem graves ferimentos. E só dez dias depois foi possível recolher os corpos de duas das 29 pessoas mortas na tragédia.

O engenheiro Sérgio Marques de Souza foi condenado a um ano e quatro meses, mas ganhou sursis.

Fonte: Acervo O Globo (Texto) | Museu do CBERJ (vídeo)


janeiro 03, 2021   Postado por Marcelo Ferreira em , , , , com Sem comentários
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