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quarta-feira, 16 de outubro de 2024




Roberto Jorge Haddock Lobo
(Cascais - PT, 19.02.1817 - 30.12.1869)
Médico e Político 

Roberto Jorge Haddock Lobo, após emigrar-se para o Brasil, matriculou-se na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, doutorando-se em 1842. Quatro anos depois, foi eleito Membro Titular da Academia Nacional de Medicina.

Em 20 de maio de 1847, um ano depois da primeira intervenção cirúrgica com anestesia geral, em Boston-EUA, Haddock Lobo realizou a primeira anestesia com éter no Brasil, a nível ainda experimental, em um estudante da Faculdade de Medicina, no Hospital Militar do Rio de Janeiro.

Além de dedicar-se ao estudo da Medicina, era um homem voltado para os problemas sociais e administrativos do Município Neutro (atual município do Rio de Janeiro). Foi o responsável pelo recenseamento (1849) e Delegado de Instrução Pública da Freguesia do Engenho Velho (1852). 
Também atuou como Juiz de Paz e ingressou na política como Vereador pelo Partido Conservador. Alcançou a presidência da Câmara, sendo o introdutor do calçamento de paralelepípedos na Cidade do Rio.

Quando serviu o exército, chegou ao cargo de Tenente Cirurgião do Corpo de Cavalaria da Guarda Nacional.
Recebeu os Títulos de Dignatário da Ordem Rosa, Comendador da Ordem do Cristo e Oficial da Ordem Imperial do Cruzeiro.

Em 1860, Haddock Lobo publicou o “Tombo das Terras Municipais”, considerado Patrimônio da Câmara Municipal da Cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro.

Em 30 de dezembro de 1869, Roberto Jorge Haddock Lobo faleceu em sua casa, no sobrado número 19 da rua do Engenho Velho.


Homenagem: 
No dia 31 de dezembro de 1869, o vereador Dr. Abreu propôs denominar o antigo Caminho do Engenho Velho, para rua Haddock Lobo, em tributo ao Presidente da Câmara da Cidade do Rio de Janeiro, Roberto Jorge Haddock Lobo, que ali residiu até a sua morte.


Fonte: Marcello Ferreira (Texto) | Brazil Imperial (Foto)
Pesquisa: Academia Nacional de Medicina; Prefeitura do Rio de Janeiro

outubro 16, 2024   Postado por Marcelo Ferreira em , , , , com Sem comentários
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segunda-feira, 29 de julho de 2024



Rua D. Feliciana
(Tijuca - 28.07.1896)

"DECRETO N. 308 - DE 28 DE JULHO DE 1896

RESOLVE QUE A RUA D. FELICIANA , NA FABRICA DAS CHITAS, PASSARÁ A DENOMINA-SE RUA BOM PASTOR

O Prefeito  do Districto Federal :
Faço saber que o Conselho Municipal decretou e eu sancciono a seguinte resolução :
Art. 1.º A rua D. Feliciana, na Fabrica das Chitas, passará a denominar-se rua Bom Pastor, em homenagem á philantropica instituição que alli vai installar um asylo.
Art. 2.º Revogam-se as disposições em contrario.

Districto Federal, 28 de Julho de 1896. - 
Dr. Francisco Furquim Werneck de Almeida."

Nota: Dr. Francisco Furquim Werneck de Almeida (1846 - 1908) foi prefeito do então Distrito Federal, de 1895 a 1897. 

Fonte: Marcello Ferreira (Texto) | Collecção de Leis Municipaes e Vetos - Edição 00002 (Foto)

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segunda-feira, 4 de março de 2024








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março 04, 2024   Postado por Marcelo Ferreira em , , , com Sem comentários
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quarta-feira, 21 de fevereiro de 2024




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quarta-feira, 20 de abril de 2022


A Praça Saens Peña 
(Tijuca - Anos 80)

O jovem registra a tranquilidade da Praça Saens Peña, tendo ao fundo a estátua de Oswaldo Diniz Magalhães, a cabine da PM e o Cinema América.


Fonte: Marcello Ferreira (Texto) |  Acervo Pessoal de Celso Carvalho (Foto)

abril 20, 2022   Postado por Marcelo Ferreira em , , , , , , com Sem comentários
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domingo, 27 de fevereiro de 2022



Carnaval no Alto
(Alto da Boa Vista  - 1914)

Anúncio impresso:

"CARNAVAL
Domingo 18 de Janeiro
No Alto da Bôa Vista - -Tijuca

GRANDE BATALHA DE CONFETI E LANÇA PERFUME
Bandas de musica e bonds extraordinários 

FARTA ILLUMINAÇÃO ELECTRICA 

O novo Bar Paulo e Virgínia
Succursal do Hotel Itamaraty ficará aberto toda a noite.

Frios e bebidas de 1. ª qualidade
Sorvetes finos

Geyser 
O lança perfume da moda
O preferido de todos
O unico que não offende a vista

Á venda no referido BAR"


Fonte: Revista Careta - Edição 0294 (Texto e Foto)
Pesquisa: Marcello Ferreira (A Tijuca de Antigamente)

fevereiro 27, 2022   Postado por Marcelo Ferreira em , , , com Sem comentários
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segunda-feira, 25 de outubro de 2021


 
PE - Pedestre Encurralado
(Andaraí - 25.06.1965)

Com o alargamento da rua Barão de Mesquita, diversas trechos apresentaram nova feição com calçadas mais largas.
Porém, em frente ao Quartel da Polícia do Exercito no bairro do Andaraí, a calçada permaneceu estreita, comprometendo a segurança dos pedestres, pois ali existia um ponto de ônibus, obrigando os transeuntes a passar pela rua correndo o risco de atropelamento. 

Após diversos incidentes, os moradores da localidade fizeram um apelo ao Sr. Ministro da Guerra, para que o muro do Quartel fosse recuado um pouco, assegurando o trânsito de pedestres daquele trecho. 

Fonte: Marcello Ferreira (Texto) | Acervo Correio da Manhã (Foto)
Pesquisa: Edições do Jornal Correio da Manhã 

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quinta-feira, 19 de agosto de 2021


 

Cartaz Hotel Villa Moreau 
(Usina - 1880)

"SE HABLA ESPAÑOL FALLA-SE PORTUGUEZ

HOTEL VILLA MOREAU
TIJUCA
123, RUA DO CONDE DE BOMFIM, 123
TELEPHONE N. 2.018

Cette ville situeé à 100 métres au-dessus du niveau de la mer offre aux commerçants et aux voyageurs:

CHAMBRES MEUBLÉES AVEC GOUT.
SERVICE IRREPROCHABLE. - EASSIN DE NATATION
DOUCHES DIVERES. - BAINS CHAUDS. - PARC DE PROMENADE.
BILLARD, JEUX DE BOULES, ETC.
Cuisine Française

... 

Le dernier départ du largo S. Francisco est a minuit e 30,"
aprés la sortie des théatres.
"

Fonte: Colégio Regina Coeli 
agosto 19, 2021   Postado por Marcelo Ferreira em , , , com Sem comentários
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sábado, 26 de junho de 2021




Fábrica Confiança 1885 á 1965
(Vila Isabel / Aldeia Campista)

Uma breve história com imagens da antiga Companhia de Fiação e Tecidos Confiança Industrial.

Fonte: Página Rio de Janeiro, Ontem e Hoje (Pesquisa e Edição)


junho 26, 2021   Postado por Marcelo Ferreira em , , , , com Sem comentários
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terça-feira, 2 de março de 2021






Mapa da Grande Tijuca - Parte 4
(1899)

A rua de São Cristovão foi a 1.ª rua da região, ligando o caminho que vinha do Centro Imperial até o Palácio Real de São Cristovão, na Quinta da Boa Vista. Devido as mudanças ao longo do tempo, desmembrou-se duas partes: rua Joaquim Palhares (Estácio - Praça da Bandeira) e rua Ceará (Praça da Bandeira - São Cristovão).

Na confluência das ruas de São Cristovão e Mariz e Barros, temos um grande espaço público chamado de Largo do Matadouro, porque ali existia um matadouro público que funcionou de 1853 á 1881.  O local hoje é ocupado pela Escola do Circo e pela Previdência Social. 
Numa festa nāo-oficial feita por moradores, no dia 19 de novembro de 1889, uma bandeira foi hasteada pela 1.ª vez, e logo ficou conhecida como Praça da Bandeira, tornando-se um bairro somente em 1981, quando foi emancipada do Maracanã.

No 2.º trecho da rua de São Cristovão, vemos a rua Lopes Souza fazendo a ligação das ruas de São Cristovão - Francisco Eugênio, sendo cortada pelas ruas Barcellos (atual rua Hilário Ribeiro) e pela atual Sotero dos Reis. Essa última, fazendo a ligação rua de São Cristovão - Praia Formosa, ao pé do Morro de São Diogo.
Com exceção da rua Barcellos, todas as ruas citadas acima foram bloqueadas com a construção da Estação ferroviária Barão de Mauá (Leopoldina), em 1926. Somente a rua Ceará esta aberta, atualmente, enquanto a rua Sotero dos Reis, abrigou definitivamente a zona do baixo meretrício.

Com a construção da Radial Oeste, as ruas do Souto (atual Senador Furtado), Sergipe, e parte da Duque de Saxe perderam parte do seu traçado.

Mapa completo alta resolução: Clique Aqui

Fonte: Marcello Ferreira (Pesquisa: Livro Memórias para Servir à História do Reino no Brasil; Rio de Janeiro Aqui; ) | Mapa Arquivo Nacional (Foto)
 


março 02, 2021   Postado por Marcelo Ferreira em , , , com Sem comentários
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segunda-feira, 1 de março de 2021


Mapa da Grande Tijuca - Parte 3
(1899)

Começando  no topo do mapa, temos a junção das ruas Haddock Lobo, Conde de Bonfim e São Francisco Xavier, conhecida como Largo da Segunda-Feira. Nesse local, em 1762, numa manhã de segunda-feira, um homem foi encontrado morto as margens do riacho que havia ali. A população, assustada, batizou o local como Largo da Segunda-feira, e fincou uma cruz, que permaneceu no largo até 1880.

Abaixo, temos o Hyppódromo Nacional, fundado em 1889, no local da atual Praça Castilhos França, popularmente conhecida como Afonso Pena. A entrada era pela Travessa de São Salvador (Hoje, rua Professor Gabizo) e integrava o grupo dos 4 principais prados de elite do Rio de Janeiro. 
A crise de 1893, que assombrou o país, desestruturou algumas entidades esportivas e o Hyppódromo encerrou suas atividades no início do século seguinte. 
A rua do Hyppódromo foi aberta em 1900 (atual rua Campos Sales) e o terreno irregular que sobrou do prado, foi ajardinado nos anos 10 e oficializado como Praça Castilhos França na década de 30.

Em 1891, no alto do Morro da Baronesa de Lages, funcionava o Collégio São Vicente de Paulo, internato para ambos os sexos. No ano de 1930, as Filhas da Caridade de São Vicente de Paulo fundaram o Hospital Escola, para oferecer assistência médica as irmãs e treinamento de enfermagem as noviças. Somente em 1968 oficializou como Hospital São Vicente de Paulo, atendendo os moradores da região.

Todo o trecho da Praça da Bandeira estará disponível na próxima postagem.



Fonte: Marcello Ferreira (Pesquisa: Almanak Laemmert, A Noite e Anahp) | Mapa Arquivo Nacional (Foto)



março 01, 2021   Postado por Marcelo Ferreira em , , , , com Sem comentários
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quinta-feira, 25 de fevereiro de 2021


Mapa da Grande Tijuca - Parte 2
(1899)

Em 1820, surgiu a Fábrica das Chitas, onde estampava tecidos de algodão vindos da Índia.
Nessa época, o Largo da Fábrica das Chitas nem de longe parecia uma praça. Na verdade, era apenas um espaço vazio, resultante do encontro da estrada do Andaraí Pequeno (Atual rua Conde de Bonfim), com a Travessa do Andaraí - também conhecida como rua da Fábrica das Chitas (atual rua Desembargador Isidro). 
O nome "Largo da Fábrica de Chitas" foi referência por muitas décadas, até ser reformada, renomeada para Praça Saens Peña e inaugurada em 1911.

Ligando a rua Desembargador Izidro com a rua Barão de Mesquita, no Andarahy Grande, temos a rua D. Affonso (futura rua José Higino).

As ruas planejadas pelo usineiro da cidade de Campos, Domingos Pereira Nunes, formam o bairro industrial Aldeia Campista. Em seu território, o bairro abrigava a Companhia de Fiação e Tecidos Confiança Industrial e suas vilas operárias, além do clube dos operários da fábrica.

No canto direito inferior, temos o Prado Itamaraty (Derby Club), criado em 1884, (Atual Maracanã), e o Turf Club, fundado em 1889, (Atual UERJ). 

Próximo a Pedra da Babylonia, temos o primeiro Colégio Militar do país, fundado em 1889, onde era o Palacete do Barão de Itacurussá, que foi comprado pelo Império, pelo preço de 220 contos de réis. E mais a frente, está localizada a Igreja São Francisco Xavier, construída inicialmente em 1567 pelos jesuítas, a beira do rio Trapicheiros.



Fonte: Marcello Ferreira (Texto com base no livro de @lili.rose.cruz); Jornal A Noite | Mapa Arquivo Nacional (Foto)


fevereiro 25, 2021   Postado por Marcelo Ferreira em , , , , , com Sem comentários
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quarta-feira, 24 de fevereiro de 2021


 
Mapa da Grande Tijuca - Parte 1
(1899)

Nessa parte do mapa tijucano, vemos um trecho da Tijuca, traçado pela rua Conde de Bonfim (Antiga Estrada do Andarahy Pequeno), seguindo para a futuro sub-bairro Usina. A marcação em vermelho indica o local das trocas das parelhas dos animais que tracionavam os bondes. O sub-bairro Muda ainda não existia, assim como a Praça Comandante Xavier de Brito, ajardinada somente em 1928.

Seguindo pela rua do Uruguay (atual rua Uruguai), nos conectamos à rua Barão de Mesquita (Ex-Estrada do Andarahy Grande), onde o bairro do Andaraí possuía meia dúzia de ruas enquanto o bairro do Grajaú, ainda era a Fazenda dos Cardosos. 
Somente em 1923, a Companhia Brasileira de Immóveis e Construções adquiriu a região, deixando a idealização do bairro projetado em mãos do Arquiteto  Antônio Eugênio Richard Junior.

Na parte inferior do mapa, temos um trecho do Andarahy Grande que foi transformado em Aldeia Campista, por Domingos Pereira Nunes, em 1897. Ali, encontra-se a recém Companhia de Fiação e Tecidos Confiança Industrial e suas vilas operárias, como a Villa Senador Soares.
Nota-se que a uma das ruas de acesso direto à fábrica chamava-se Avenida Salvador de Mattosinhos, atual rua Amaral.

Ao seu lado, o primeiro bairro projetado da região, Villa Isabel. 
Idealizado por João Batista Viana Drummond, o futuro Barão de Drummond, em 1871, após adquirir as terras da Imperial Quinta dos Macacos. Com o nascimento do bairro, a  Estrada do Macaco virou Boulevard 28 de Setembro. Ela cortava as terras da fazenda até a Estrada do Cabuçu, atual Barão do Bom Retiro. O trecho final foi renomeado para rua Visconde de Santa Isabel, onde se localizava o zoológico.


Fonte: Marcello Ferreira (Texto) | Mapa Arquivo Nacional (Foto)


fevereiro 24, 2021   Postado por Marcelo Ferreira em , , , , , , , com Sem comentários
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segunda-feira, 25 de janeiro de 2021



Ação da Companhia de Fiação e Tecidos Confiança Industrial 
(30/06/1895)

“COMPANHIA DE FIAÇÃO E TECIDOS CONFIANÇA INDUSTRIAL 
Acção nº 28797
Acção de 200$000 mil réis
Ao proprietário d’esta ACÇÃO do valor de Duzentos mil réis, competem, como accionista da Companhia Confiança Industrial, todos os direitos e deveres especificados nos estatutos e na legislação especial das soiedades anonymas.
Rio de Janeiro, 30 de Junho de 1895”

-

“COMPANHIA DE FIAÇÃO E TECIDOS CONFIANÇA INDUSTRIAL
4ª EMISSÃO
De 13.000 accções do valor de 200$000 mil réis, cada uma, do Nº 18.001 a 30.000, ficando o capital elevado a R$ 6.000.000$000
A Companhia Confiança Industrial foi fundada nesta cidade do Rio de Janeiro aos 22 dias do mez de Abril de 1885.
As acções têm direito ás respectivas quotas de capital e aos dividendos que forem distribuidos nos termos da legislação e dos estatutos.
A reforma dos estatutos da Companhia foi registrada na Junta Commercial da Capital, em data de 19 de Abril de 1894, publicada no Diário Oficial de 21 de Abril de 1894, e archivadas no registro geral das hypotecas em 23 de Abril do mesmo anno.”

Fonte: Marcelo Ferreira (Texto) Levy Leiloeiro (Foto)
 


janeiro 25, 2021   Postado por Marcelo Ferreira em , , , com Sem comentários
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sábado, 2 de janeiro de 2021


Vazamento CEDAG
(Andaraí - 01.08.1968)

Os moradores da localidade, incomodados com o duradouro vazamento situado na esquina da rua Agostinho Menezes pressionaram a CEDAG - Companhia Estadual de Águas da Guanabara através de uma nota publicada no Jornal Correio da Manhã.

Enquanto o espelho d'agua, que se formou com a água abundante, refletia as edificações próximas, alguns transeuntes eram obrigados a desviarem das poças, arriscando-se na beira da rua Barão de Mesquita com trânsito de mão-dupla.

Nota: 
- A esquina mencionada na foto, fica em frente ao futuro SESC-Tijuca, inaugurado 9 anos depois, em 1977.
- A CEDAG - Companhia Estadual de Águas da Guanabara foi criada, 1966,  a partir do Departamento de Águas da antiga SURSAN Superintendência de Urbanização e Saneamento do antigo Distrito Federal.
 

Fonte:Correio da Manhã - PH/0/FOT/00329 (Foto) | Marcello Ferreira (Texto) 



janeiro 02, 2021   Postado por Marcelo Ferreira em , , , , com Sem comentários
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domingo, 20 de dezembro de 2020


Boulevard 28 de setembro
(Vila Isabel - Anos 60)

Na foto, a visão privilegiada da avenida Vinte e Oito de Setembro, onde se vê a cúpula da Igreja Metodista (à esquerda) e o antigo Cine Vila Isabel, ao lado do Mercado Mar e Terra.

Foto: José Santos - Agência O Globo


Nossa Política sobre Direitos Autorais.
 

dezembro 20, 2020   Postado por Marcelo Ferreira em , , , , , com Sem comentários
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segunda-feira, 14 de dezembro de 2020



Francisco de Sales Torres Homem
(Rio de Janeiro, 09.01.1812 - 03.06.1876)
Jornalista, Alto Funcionário Público, Político 


Filho de um padre negocista e briguento, Apolinário Torres Homem, e de uma mulata fôrra quitandeira no Largo do Rosário, Maria Patrícia (mais conhecida como Maria "Você me mata"), Francisco foi membro do Tesouro Nacional (1858 a 1859), presidente do Banco do Brasil (1866 a 1869), ministro da Fazenda (1870 a 1871), senador do Império (1870-1876) e Visconde de Inhomirim em 1871. 

Por ser estudante do Colégio Médico-Cirúrgico da Santa Casa de Misericórdia, se graduou em Medicina em 1832, mas o seu campo de atuação era o Jornalismo e a Política, onde passou a escrever artigos políticos para os jornais. 

Foi para a França onde formou-se em Direito pela Universidade de França, especializando-se em Política Econômica. Voltou para o Brasil e ingressou na Sociedade dos Patriarcas Invisíveis (1842), entidade secreta, de caráter revolucionário.

Na política, ingressou como deputado pelo Ceará (1842-1844) e, posteriormente, foi eleito por Minas Gerais (1845-1847) e pelo Rio de Janeiro (1848-1850). Ao chegar ao Senado (1870), empenhou-se em defesa da liberdade dos filhos das escravas, valendo-lhe, no ano seguinte, a comenda da Ordem de Cristo e, posteriormente, o título de Visconde. 

No final da sua vida, muito doente e abatido pela asma, largou seus trabalhos legislativos e retornou a França para se tratar (desobedecendo o império em viajar para o exterior sem licença prévia), mas acabou falecendo aos 64 anos em Paris.

Homenagem: Francisco Sales Torres Homem ganhou uma rua com seu nome, em Vila Isabel, de acordo com o projeto do arquiteto e engenheiro Francisco Bittencourt, que nomearia as ruas do novo bairro com os nomes das figuras mais proeminentes da época.

Extensão: Atualmente, a rua Torres Homem começa na Praça Tobias Barreto e vai até a rua Conselheiro Corrêa, cortando todo o bairro de Vila Isabel. Numa das esquinas, especificamente com a rua Visconde de Abaeté, se encontra um dos polos gastronômicos do bairro, chamado de "quadrilátero do álcool".

Curiosidade: Torres Homem era retratado como um macaco em caricaturas da época e, apesar de ter sido mulato, é considerado o negro que conseguiu maior destaque durante o Império. Embora fosse abolicionista, o visconde não assumia sua condição de negro. Ele era contra a escravidão, mas escondia seu cabelo com perucas e usava pó de arroz para clarear a pele. Entretanto, comenta-se que foi um dos homens mais elegantes do Império: trajava sempre uma sobrecasaca rigorosamente justa e abotoada, botina de verniz, luvas e gravatas de gosto com alfinetes adequados.

Fonte: 
Marcello Ferreira
 (texto com referência no livro 'Três Devotos, Uma Fé, Nenhum Milagre'; material didático da UFCG - Universidade Federal de Campina Grande; artigo da Folha de São Paulo e no site do AAPBB - Associação de Aposentados e Pensionistas do Banco do Brasil.)
 









dezembro 14, 2020   Postado por Marcelo Ferreira em , , , , com Sem comentários
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domingo, 12 de abril de 2020



Hotel Villa Moreau 
(Usina - 1887) 

No início da década de 1880 era inaugurado o Hotel Villa Moreau, localizado numa chácara dentro da floresta, na rua Conde de Bonfim, futuro sub bairro da Usina. 

O Villa Moreau era conhecido como "hotel francês" e considerado um exemplo de hotel que se tornou semi-galante, segundo Gilberto Freyre. 
 O proprietário Alexis Jean Moreau, que chegou ao Rio de Janeiro antes de 1870, vendeu o Hotel Moreau por 120,00 contos para a Madre Francisca Xavier Cabrini, da congregação Irmãs Missionárias do Sagrado Coração de Jesus. 

A escritura da venda do hotel foi assinada no dia 25 de novembro de 1908. Em 6 de fevereiro de 1909, deram início as aulas no Colégio Regina Coeli. 


Fonte: Cau Barata (Texto) | Coleção Gilberto Ferraz - Instituto Moreira Salles (Foto)


abril 12, 2020   Postado por Marcelo Ferreira em , , com Sem comentários
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quinta-feira, 2 de abril de 2020



Visão Aérea de Vila Isabel e Adjacências 
(Vila Isabel – S.D.) 

No sentido horário: 

 1 – Praça de Esportes pertencente à Fábrica Têxtil Cruzeiro . 
A Praça de Esportes da fábrica pertenceu, posteriormente, ao Andarahy Athletico Club, e ficou conhecida como Campo da Rua Prefeito Serzedello Correa, de 1909 até a sua extinção, em 1961; 
Com a extinção do clube do Andaraí, o campo foi comprado pelo América Football Club por CR$ 60 milhões, que passou a chamá-lo de Estádio Volney Braune. Ampliou o terreno, em 1977 e reinaugurou o estádio que funcionou até o ano de 1993, quando foi vendido por US$13 milhões para uma empresa, que ergueu o atual Shopping; 

 2 - Fábrica têxtil Cruzeiro. 
Fundada em 1895, com suas vilas operarias e terrenos adjacentes. Em 1968, a maior unidade da Companhia América Fabril, a Fábrica Cruzeiro (localizada entre os bairros do Andaraí, Grajaú e Vila Isabel) foi desativada por completo e desmembrada por credores como Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e Banco Nacional de Habitação. 
- Atualmente, parte da área é ocupada pelo Banco do Brasil, pela Caixa, pelo SERPRO, uma escola e o Condomínio Solares da Torre (Tijolinho) em maior parte do terreno, construído anos depois por meio de financiamento do BNH. 

3 - A antiga chaminé 
A chaminé da fábrica Cruzeiro que permanece de pé até hoje, dentro do Condomínio Solares da Torre. 
Em 2019, devido a falta de manutenção, parte da chaminé começou a despencar de uma altura de 40 metros, toda vez que ventava muito ou caia um temporal. 

4 - Fábrica de Projéteis de Artilharia do Exército (Granada de Artilharia) 
Em 9 de outubro de 1932, o Ministro da Guerra, Exmo Sr. General Augusto do Espírito Santo Cardoso autorizou a ocupação das oficinas, edifícios e áreas da ex-empresa Alba, incorporando todos esses bens ao Ministério da Guerra. 
Ali foi constituído uma Fábrica de Projetis de Artilharia e inaugurada no dia 26 de outubro do mesmo ano, sendo conhecida como a Fábrica do Andaraí, até seu fechamento em 1977 (Decreto nº 79.659, de 5 de maio de 1977. Extingue estabelecimentos fabris do Ministério do Exército, transfere bens para a IMBEL, e dá outras providências). 
Atualmente, no terreno da antiga fábrica, foi erguido o Condomínio Residencial Garden Park. 

5 - Praça Nobel 
Projetada pelo “paisagista da cidade”, o arquiteto e urbanista José da Silva Azevedo Neto, a Praça Nobel foi construída em 1940. 
De traçado retilíneo e canteiros centrais, a praça predominantemente contemplativa apresentava como elemento decorativo um belo percolado revestido de pedra no trecho lateral, aproveitando a elevação do terreno. 
Infelizmente, a Praça Nobel sofreu transformações no projeto original e encontra-se sem uma devida manutenção. 

6 - Grajaú 
Quando a Companhia Brasileira de Imóveis e Construções comprou a fazenda dos Cardosos em 1923, Antônio Eugênio Richard Junior, arquiteto, engenheiro e paisagista brasileiro, idealizou um bairro projetado chamado Grajaú (referência a sua terra natal no Maranhão) assim como a vizinha Vila Isabel. 
Visando a população de maior poder aquisitivo que antes pagavam aluguel, mas que podiam arcar com um financiamento, Antônio realizou obras de arruamento, loteamento, instalação de infraestrutura de água, calçamento de ruas e construção de diversas moradias para venda. 
Em 1925, a Rua Grajaú foi aberta oficialmente e a primeira a ser ocupada, quase totalmente, pelos novos moradores. 

7- Praça Edmundo Rego 
Projetada pelo arquiteto Azevedo Neto, a Praça Edmundo Rego foi inaugurada somente em 1935. Com contorno circular, a praça contava com um coreto central que incluía um bar no primeiro piso, dois chafarizes circulares e dois percolados de concreto com cinco pilares de cada lado. 
O formato cilíndrico, a delgada marquise superior, os monolíticos pilares em um extremo, sustentando a marquise e abrigando a caixa d’água, e até mesmo as luminárias embutidas tornava a obra moderna e muito a frente do que já existia construído no ano de 1935. 

8 – Convento de Nossa Senhora da Conceição da Ajuda 
O Convento de Nossa Senhora da Conceição da Ajuda localizava-se na Cinelândia até 1911, quando foi demolido para a construção da Avenida Central (Atual Avenida Rio Branco). 
As freiras se mudaram para Vila Isabel exatamente para o lugar onde ficava a antiga capela Nossa Senhora de Lourdes. A pequena gruta artificial continua dentro do convento mas não pode ser visitada. 
O Convento de Nossa Senhora da Conceição da Ajuda é um dos produtores de hóstias mais importantes do Rio e fornece quase a todas as igrejas da cidade. 

9 – Praça Barão de Drummond 
Originalmente, o local era conhecido como Praça 7, em homenagem à data da instalação do gabinete do visconde do Rio Branco (7 de Março de 1871), responsável pela elaboração da lei do Ventre Livre. 
Em 1909, a principal praça do bairro foi rebatizada para Praça Barão de Drummond. 

10 – Igreja Metodista 
Em 1898, um grupo de operários, vindos da zona sul da cidade, foi transferido para o novo bairro de Vila Isabel. Sem poderem ir até as suas igrejas, passaram a se reunir em suas próprias residências. 
O missionário americano Rev. J.L. Kennedy organizou oficialmente a igreja, em 15 de junho de 1902, reunindo-se durante 10 anos em casas alugadas, até adquirir uma propriedade, que foi adaptada para os cultos. 
Em 1920 foi colocado à venda o grande terreno onde a igreja hoje se localizava. Uma grande campanha foi realizada entre os membros da igreja - todos pobres - e, com a ajuda da Junta de Missões Americana, foi adquirido o referido terreno. 
Ao longo dos anos, a Igreja foi ampliada com novas construções no terreno onde a congregação permanece até hoje. 

11 – Garagem dos Bondes e Ônibus 
A Companhia Ferro-Carril da Vila Isabel estava para ser inaugurada, mas necessitava de uma área própria para guardar os seus bondes e os animiais que os tracionavam. Então, um terreno com cerca de 270 metros no Boulevard 28 de Setembro foi cedido á Companhia Ferro-Carril da Vila Isabel pelo Barão de Drummond, em troca de sessentas ações da Companhia. 
O imóvel abrigou a garagem dos bondes, depois passou a ser a garagem da Companhia de Transportes Coletivos - CTC e, por fim, tornou-se área de vistoria do Detran. 
Hoje em dia o espaço está ocupado pela Escola de Samba de Vila Isabel. Todo o imóvel e as edificações nele constituídas estão tombados de 1998, só permitindo a transformação da atividade desenvolvida para abrigar ou beneficiar o desenvolvimento e instalação de ações e projetos de natureza educacional ou cultural. 

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 Fonte: Marcello Ferreira | Coleção Particular Oliveira Reis - Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro (Foto) 
Pesquisa: livro História urbana: memória, cultura e sociedade; Grajaú, memória e história: fronteiras fl uidas e passagens , Site Vila Isabel; Basílica Nossa Senhora de Lourdes; Mestrado História, Memória e Patrimônio da Escola Militar do Realengo


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quinta-feira, 26 de março de 2020



Abaixo, a evolução do local: 1863 - 2019




Largo do Matadouro 
(Praça da Bandeira – 1863) 


 Em 1774, o Marques do Lavradio instituiu que os gados deveriam ser sacrificados em local específico e não em recantos ermos da cidade como era feito. 
O final da Rua Santa Luzia (hoje, o obelisco da Av. Rio Branco) foi o local escolhido, onde permaneceu por quase 80 anos, sendo desativado por Dom Pedro II. 
O motivo: a elite não frequentava mais o nobre Passeio Público devido à presença de urubus sobrevoando o local e o “cheiro de morte” que pairava no ar. 

Num terreno pantanoso da antiga Chácara do Curtume (Atual Praça da Bandeira), foi construído o novo matadouro da cidade. O projeto foi elaborado e executado pelo engenheiro Paulo Barbosa da Silva, em 1845, e inaugurado 8 anos depois, devido às dificuldades do terreno. 

O local compreendia duas casas para administração, dois currais, dois pátios e quatro casas para abate. No alto do pórtico neoclássico de acesso, lia-se: “A ilustríssima Câmara Municipal, que serviu do ano 1844 ao de 1848, fez construir este edifício”. 

Em 1881, devido as péssimas condições de higiene incompatíveis ao crescimento da cidade, foi fechado por Oswaldo Cruz e transferido para a antiga fazenda dos Jesuítas, em Santa Cruz . Todos os pavilhões do Matadouro foram demolidos, permanecendo apenas o pórtico, restaurado pela prefeitura em 1906. 

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Fonte: Marcello Ferreira (Texto) | Augusto Stahl – Coleção ilberto Ferraz – Instituto Moreira Salles (Foto)


março 26, 2020   Postado por Marcelo Ferreira em , , , , com 1 Comentário
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